O swing, prática sexual em que casais trocam de parceiros entre si, tem se tornado cada vez mais comum entre casais que buscam novas experiências e desejam apimentar a relação. De acordo com os terapeutas Marina Roty e Marcio Wolf, casal referência na cena brasileira e atuantes no meio liberal desde 2011, o swing pode trazer diversos benefícios para o casal, como o aumento da autoestima, a melhora da comunicação e a quebra da rotina.
“O swing é uma prática que exige muita conversa e confiança entre o casal“, afirma Marina Roty, psicóloga, sexóloga e mentora pela FGV. “É importante que ambos estejam de acordo e que estabeleçam regras claras antes de começar. Se feito de forma consciente e responsável, o swing pode ser uma experiência muito positiva para o casal”, complementa.
De acordo com Marcio Wolf, sexcoach e formado em psicanálise, o principal motivo para essa crescente popularidade da prática do swing é a busca por novas experiências e a vontade de sair da rotina.
“Muitos casais procuram o swing como uma forma de reacender a paixão e a chama do relacionamento”, explica Marcio Wolf. “É uma forma de quebrar a rotina e experimentar coisas novas juntos.”
Apesar da falta de dados concretos sobre o número de casais que praticam swing no Brasil, devido à discrição da maioria dos praticantes e à dificuldade de obter informações precisas através de pesquisas online, houve um aumento de 280% no termo “não monogamia” em 2023, o que indica um crescente interesse por alternativas aos relacionamentos tradicionais.
Segundo Marina e Márcio, o perfil dos casais que praticam swing é bastante variado, mas em geral, são casais casados, entre 30 e 50 anos, com filhos e boa estabilidade social e financeira.
Outros dados que corroboram este crescimento são da plataforma de relacionamentos D4swing.com, uma das principais do segmento no país. Com mais de 1,5 milhões de usuários, a plataforma registrou 28% de crescimento em novos casais usuários em 2023 e, 222% de crescimento de novos casais inscritos em 2024, comparado a 2023.
“Desde que a plataforma entrou no ar em 2011, registramos crescimento anual no número de novos casais inscritos como usuários ativos. Mas, nos últimos anos, a porcentagem de crescimento anual vem aumentando significativamente revelando também um interesse crescente de casais casados. Em 2024, comparado com 2023, registramos 222% de crescimento no número de novos casais ativos no site”, explica Andressa Tomazelli, diretora de Marketing e porta-voz do D4swing.

Boa comunicação e sintonia entre o casal é primordial apontam terapeutas
Para quem tem interesse em começar a praticar swing, a recomendação dos especialistas é, em primeiro lugar, conversar abertamente com o parceiro e, caso haja consentimento de ambos, visitar uma casa de swing ou balada liberal. Além disso, é importante se informar através de podcasts, artigos, livros e reportagens sobre o tema, para entender se essa prática realmente corresponde às expectativas do casal.
A prática do swing pode afetar a vida do casal de diferentes formas, dependendo do grau de satisfação de cada um. Se a experiência for positiva para ambos, o casal pode se sentir mais conectado, ter mais desejo sexual e fortalecer o relacionamento. Caso contrário, se apenas um dos parceiros se sentir satisfeito, a prática pode gerar insatisfação e afetar negativamente a relação.
Na avaliação dos profissionais, cada casal deve encontrar sua própria forma de praticar o swing, dentro de seus limites e preferências. Os homens costumam ser mais abertos a falar sobre sexo, mas as mulheres têm um papel fundamental na decisão de praticar o swing, já que precisam se sentir seguras e à vontade com a ideia.
“Curiosamente, os casais mais jovens estão mais abertos à prática do swing, mas são os casais mais maduros que praticam com mais frequência.O swing é uma prática que pode trazer diversos benefícios para o casal, mas exige muita conversa, confiança e respeito entre os parceiros. É importante que o casal se informe sobre o tema e estabeleça regras claras antes de começar a praticar o swing”, finaliza a terapeuta Marina Roty.