Karen Dinnebier

Karen Dinnebier: “O efeito Pedro Scooby”

Calma leitor, caso você seja como a Luana Piovani e não assiste ao BBB, pode seguir com a leitura que você não vai ficar sem entender, até porque todas as redes sociais postam diariamente tudo o que acontece dentro da Casa mais vigiada do Brasil!

Vou começar abrindo o meu coração e confessando que tinha certa antipatia ao moço e sei bem o porquê.

A Luana não tem culpa, mas foi através dela que eu ouvi falar no Pedro Scooby pela primeira vez e também todas as outras vezes. Vou repetir, a Luana não tem culpa, ela mesma assume que é “sem freio”, nunca escondeu isso de ninguém, tanto que deu o nome ao seu canal do Youtube de “Luana sem Freio”, zero enganação.

Pedro Scooby é um dos participantes do BBB 2022. Créditos: Divulgação.

Por óbvio, quando alguém se intitula “sem freio” o que a gente associa é de que se trate de uma pessoa super sincerona, que não vai te omitir nada. Talvez seja esse o motivo que eu, e tenho certeza que muita gente, “comprou” a ideia que tinha do ex-marido, pai dos seus três filhos.

Mas o que será que nos escapou nisso tudo?

Na minha percepção, não fomos enganados em momento algum, nós nos deixamos nos enganar. Uma pessoa sem freio não é somente sincera, uma pessoa sem freio, fazendo uma analogia com um carro sem freios, escorrega, capota, passa por cima de quem está na frente, já que não tem freio e por aí vai, ou seja, é um perigo pegar uma carona com ela.

Eu comprei a corrida dela. Confesso! Não na primeira, nem na segunda, mas foi o conjunto da obra. De tanto ouvir repetidas vezes ela reclamando e em alguns casos eu concordando com ela, pronto, ideia formada.

Aí vem o BBB e mostra um cara da paz, divertido, humano, sensível, amigo enfim, um cara bem diferente do que o meu preconceito havia definido sobre ele. E o tapa na minha cara foi tão grande que ele é o meu favorito do programa.

O que eu quero dizer com tudo isso é que a gente não precisa se chicotear por ter se equivocado sobre alguém ou algum fato, isso acontece nas mais diversas situações da nossa vida, e é realmente muito fácil nos deixarmos levar.

Por outro lado, nunca será demasiado tarde para rever, voltar uns passinhos, entender os motivos que te fizeram equivocar-se, aprender com isso e torcer pelo Pedro Scooby no BBB.

Um 2022 revelador a vocês.

“Comecei a trabalhar aos 14 anos porque queria ser independente. Entrei na faculdade de Comércio Exterior, depois mudei para administração, mas pelo 5º semestre abandonei. Fiz Moda na Perestroika e atualmente curso Sociologia. Tenho apreciações diversas, interesso-me por assuntos variados e parei de tentar encaixar-me e passei a aceitar que sou assim, fora do padrão e movida pela paixão.” Contato: [email protected]

Karen Dinnebier: Bandeira branca, amor…

Bandeira branca, amor….
…Não posso mais
Pela saudade
Que me invade
Eu peço paz…

Vamos começar lembrando o Carnaval passado, aquele que bandeira branca era esta marchinha. Já pensou na festa que a gente faria se soubesse do que estava por vir? Não sei você, mas eu ia fazer uma festa bem louca.

Mas o papo do Carnaval era só para começar, eu quero falar mesmo é daquele outro feriado que ocorre sempre 40 dias depois da quarta-feira de cinzas: a Páscoa.

Todos os feriados de Páscoa que eu lembro, na vida, a cidade estava sempre abarrotada de gente. Lembro que a gente fazia compras no Super Cesa, na quarta-feira, para abastecer bem a casa e não ter que sair durante o feriado.

Como eu morei um bom tempo na Avenida Borges de Medeiros, eu observava da sacada o movimento da cidade e ficava espantada com o tanto de gente que gostava de passar frio.

Voltando a 2020, chegada a Páscoa, a realidade já foi totalmente diferente do Carnaval. Tudo fechado. O feriado famoso de Gramado, em 2020, deixou a cidade vazia.

Com o advento das redes sociais, o que mais se vê é gente com opinião formada e disposta a dá-la. O que se percebeu foi que mais uma vez polarizamos as opiniões, os que concordavam com o fechamento e os que não concordavam.

Mas vamos aos fatos do que aconteceu neste primeiro lockdown, em 2020, antes de o vírus chegar a Gramado, enquanto esta discussão abre/fecha acontecia nas redes sociais:

– De imediato foram promovidas reuniões com a equipe técnica da saúde para avaliarem a estrutura que a cidade possuía instituindo a Comissão de Manejo do Covid;

– Com base nestas informações foi traçado um cenário de acordo com a evolução da doença e estabelecer os protocolos de acordo com a OMS;

– Abertura do Ambulatório Covid tanto no Postão como no Hospital;

– Se pensou no Hospital de Campanha na estrutura do ExpoGramado, para o caso da pandemia evoluir;

– Ocorreram compras e doações de vários respiradores que eu não consegui obter o número correto, mas chegou a triplicar a capacidade da época;

O resultado destes trabalhos viu-se na sequência com:

– A abertura de 10 leitos no Ambulatório Covid no Hospital;

– O remanejo na estrutura do hospital, abrindo 09 novos leitos de UTI Adulto, sendo 08 habilitados junto ao Ministério da Saúde;

Muitos dizem que não precisava daquele primeiro lockdown. Mas, foi por isso que o sistema não colapsou.

Só que as coisas não são assim tão simplistas e no meio deste fechamento geral o que vivemos foi um verdadeiro escancaro do despreparo de vários gestores em vários níveis de poder.

Desde assuntos simples como, por exemplo, dar uma ideia de quando e como e em que contexto a abertura dos negócios vão ocorrer até em como as pessoas que precisam trabalhar vão viver no período de fechamento.

Sim, caro político, a responsabilidade disso é sua e não do empreendedor e nem dos seus funcionários, é totalmente sua. Responsabilidade essa que nenhum gestor público assumiu, ao menos não no Brasil que eu tenha notícias.

No Canadá, só para citar um exemplo, a população recebeu em torno de CA$ 500,00 (dólares canadenses), POR SEMANA. Aqui o governo federal queria dar R$ 200,00 e a Câmara federal aprovou R$ 600,00 POR MÊS e a gente sabe como dá para viver tranquilo com este auxílio, né!

Fora isso, no Canadá, quando um funcionário tem que ficar em casa por suspeita de Covid, quem paga para ele ficar em casa e não ir trabalhar é o governo com também CA$ 500,00 por semana.

Quero ainda citar ainda que o Canadá é o 21º lugar em maiores impostos no mundo, e o Brasil é o 14º maior imposto no mundo, ou seja, pagamos mais caro que os canadenses.

Voltando ao país das bananas, se eu pago internet para compartilhar memes, eu pago imposto para que mesmo?

Voltando à terra do chocolate, em pleno 2020, ano eleitoral, o palanque qual foi? Se antes, todo mundo tinha uma opinião formada, chegando perto das eleições, a opinião era que estava TUUUUUUDO errado.

“Hoje, dia 04 de março de 2021, completo 47 anos e escrevo porque sou gramadense, há 47 anos, e porque, justamente hoje eu saio do isolamento de 10 dias por ter testado positivo a nova variante do Covid, em meio ao pior cenário de saúde pública já vista na minha existência”.

Poderia escrever também que posso afirmar categoricamente que o paracetamol 500mg associado a minha torta de bolacha fez com que o vírus não progredisse, pela lógica de alguns, com a vantagem que a minha torta de bolacha não tem reações adversas, mas isso vai ser pauta para outra coluna.

Estou acompanhando os atuais gestores, vejo a vontade de fazer dar certo, reconheço isso em vocês. Desejo que tomem decisões acertadas e que entendam que o papel histórico que estão desempenhando e que vocês escolheram desempenhar.

Lembro de tudo o que foi dito em 2020 e encerro com uma legenda do post da Bianca Cardoso, uma jovem linda, promissora e filha de uma grande mulher e que não podia ser diferente, já é uma grande mulher também:

Mais empatia, menos politicagem;
Mais amor, menos disputa de ego;
Mais solidariedade, menos briga pelo poder;
Que Deus nos abençoe!

“Comecei a trabalhar aos 14 anos porque queria ser independente. Entrei na faculdade de Comércio Exterior, depois mudei para administração, mas pelo 5º semestre abandonei. Fiz Moda na Perestroika e atualmente curso Sociologia. Tenho apreciações diversas, interesso-me por assuntos variados e parei de tentar encaixar-me e passei a aceitar que sou assim, fora do padrão e movida pela paixão.”
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Karen Dinnebier: A hora do Fair Play

Não sou uma entendedora de futebol e nem de BBB, mas vou dar meus chutes! Assim como quando meu time começa a ter bons desempenhos nos campeonatos e eu começo a acompanhar, o mesmo acontece em relação ao BBB.

Os melhores desempenhos dos BBBs, para mim, sempre foram do Pedro Bial e neste tem sido do Tiago Leifert que eu também apreciava quando apresentava um programa de esportes, talvez daí a utilização do termo que intitula esta coluna.

Ignorante assumida em termos futebolísticos que sou, fui dar uma pesquisada e descobri que o Tiago foi impecável na comparação. Gol de letra.

Em tradução literal, “fair play” significa “jogo justo”. O conceito basicamente é, quando o jogador adversário não se aproveita de determinada situação para tirar vantagem no jogo e não se limita somente ao futebol mas abrange todos os esportes.

A origem deu-se nas primeiras Olimpíadas da era moderna, ainda em 1896, quando o idealizador dos jogos, o barão Pierre de Coubertin, utilizou esta expressão com o intuito de celebrar o espírito esportivo e olímpico. “O principal objetivo da vida não é a vitória, mas a luta” cita ele.

Bom, ao que parece, quando se trata de 1,5 milhões o espírito esportivo não conta muito, mesmo para quem, aparentemente, não precisaria tanto assim, pois já têm suas profissões consolidadas e com certo sucesso.

O participante Nego Di que saiu da casa com recorde de rejeição nas primeiras entrevistas que deu, após tomar conhecimento de tudo, declarou que as informações chegavam a ele de maneira distorcida.

Sem julgamentos sobre caráter e verdade de cada um, pois não me sinto tão possuidora deste poder de determinar quem está certo ou não (olha a Lumena aí genteee) e, também, por não ter ficado nada confortável quando fizeram o mesmo com o menino Lucas, mas fica aí um questionamento: “Se ele que estava na mesma casa, acordando e dormindo junto com todo mundo, recebeu a informação errada/distorcida, seríamos nós que recebemos?”

Como pisciana assumida que sou, fico aqui achando que em meio à essas discussões possamos vislumbrar algum movimento de autocrítica.
– No que esta pessoa tão odiada lembra a mim em algum momento?
– Será que eu mesma não tomei decisões erradas baseadas em informações equivocadas dadas por pessoas bem ou não bem-intencionadas, mas que eu confiava?
– Será que eu mesma, movida por um interesse pessoal, não vi que era hora de um fair play?

Somos apenas seres humanos tentando dar certo neste planeta, não sendo sacana com o outro ser humano já te faz uma pessoa que vale mais do que 1,5 milhões.

“Comecei a trabalhar aos 14 anos porque queria ser independente. Entrei na faculdade de Comércio Exterior, depois mudei para administração, mas pelo 5º semestre abandonei. Fiz Moda na Perestroika e atualmente curso Sociologia. Tenho apreciações diversas, interesso-me por assuntos variados e parei de tentar encaixar-me e passei a aceitar que sou assim, fora do padrão e movida pela paixão.”
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Karen Dinnebier: 2020 acabando e eu voltando…

É isso mesmo, o ano acabando e eu retomando as minhas atividades, sou
dessas, como diz minha amiga Carla Leidens. Todos os anos é a mesma história, juro que não vou entrar na neurose de fim de ano e ter que dar conta de tudo antes do dia 31, é só mais uma data, não vou ficar presa no ano velho se não conseguir vencer a gincana, só que vai chegando o fim do ano e quando me dou por conta, estou até o último fio de cabelo afogada na “neura”.

Só que esse ano eu fiz diferente. Começando por não deixar para começar o ano que vem o que podia começar agora, tanto escrever esta coluna como tirar do papel projetos que estavam engavetados desde 2019 (simmmm)!! Se tem uma coisa que 2020 ensinou é que o Universo está pouco ligando para o nosso roteiro.

E aquelas promessas típicas de ano novo? Vou comer mais saudável, vou voltar a praticar atividades físicas, vou terminar aquele livro, vou dirigir menos estressada, vou fazer um curso online? Já comecei.

Então, o que esperar de 2021? Vou citar outra mulher foda, a Lila Rizon, que pergunta de outra forma: “O que 2021 pode esperar de mim?

É instigante quem nos dá um sacode quem nos faz abrir portas de
questionamentos. Gosto disso. O mestre Quino, pai da genial Mafalda tem um tirinha em que a nossa feminista de seis anos tem uma fala que te faz abrir a mesma porta da Lila.

Findamos 2020 com poucos motivos para comemorações, o país que vivemos figura o segundo lugar de mortes por Covid no mundo. Saímos do ano com 1.768.048 mortes, no dia em que escrevo e com muitas pessoas negando a vacina.

Vivemos numa era da informação cuja desinformação é visivelmente um
grande vilão. Sócrates (o filósofo grego, nada contra o jogador irmão do Raí) que viveu em 399 A.C. numa sociedade cuja sabedoria baseava-se em mitologias, dizia: “Existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância” profetizou nosso tempo, milênios depois ou parece que pouco evoluímos?

Mas voltando ao questionamento da Lila e da Mafalda, que nos lembra de
quem é a responsabilidade, termino a última coluna do ano, para quem segue o calendário gregoriano (sempre bom lembrar que a data é uma construção cultural), com um trecho da música “Forever Young”do Bob Dylan (já que estamos falando em profetas, filósofos e gente foda), que eu tenho publicado há muitos anos, e que será o meu desejo da meia noite do dia 31 de dezembro:

…Que você cresça para ser justo,
Que você cresça para ser verdadeiro,
Que você sempre saiba a verdade
E veja as luzes em torno de você.
Que você sempre seja corajoso,
Permaneça de pé e sempre forte…

Para você, caro leitor, que sejas incrível para o 2021 que desejas.

P.S.: No mesmo dia que escrevi esta coluna, a Lila Rizon postou esta mesma
tirinha da Mafalda no seu Instagram. Coincidências? Nossos signos
combinam? Eu fico a sincronicidade.

“Comecei a trabalhar aos 14 anos porque queria ser independente. Entrei na faculdade de Comércio Exterior, depois mudei para administração, mas pelo 5º semestre abandonei. Fiz Moda na Perestroika e atualmente curso Sociologia. Tenho apreciações diversas, interesso-me por assuntos variados e parei de tentar encaixar-me e passei a aceitar que sou assim, fora do padrão e movida pela paixão.”
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Karen Dinnebier: Oi Sumida!

E aí, como estão as solicitações de amizades nas redes sociais? Também chegando muitas solicitações de pessoas inusitadas?

Bom, já sabemos que o motivo são os pré-candidatos que estão buscando um palanque para poderem ser ouvidos em uma campanha em meio a uma pandemia mundial, vamos ser mais generosos, não está fácil para ninguém, nem para quem quer candidatar-se a algum cargo eletivo este ano.

Não sei da maioria, mas vendo as votações para as Câmaras de Vereadores, vejo pouca participação, ou seja, parece-me que o eleitor, em geral, não dá muita bola para os candidatos a vereança. Dá trabalho, eu imagino, são muitas opções, a gente conhece pouco de cada um, mesmo numa cidade pequena, tem que avaliar ver de que lado este ou aquele é o que pensa sobre as questões que te incomodam na cidade, melhor deixar para lá e não pensar nisso, se não tiver alguém que eu conheça e venha me pedir voto, passo a votação de vereador.

Também não sei qual é a participação dos munícipes nas sessões das Câmaras de Vereadores, mas a julgar o que leio e escuto por aí, é muito abaixo do esperado, mas muito num nível alto de ser baixo.

Eu entendo você, 2020 pegando fogo, a gente tentando dar um jeito nas contas, trabalhando em casa, buscando algumas informações para manter-se minimamente atenta aos acontecimentos, e olha que tem coisa acontecendo neste 2020, hein, não sobra tempo, né? A gente desanima.

Tem lives para facilitar, mas aí quando entro nas redes sociais, devem ter umas 15 acontecendo no mesmo tempo, melhor deixar para lá.

Você sabe o que faz um vereador? Ou sabe qual o sentido de se ter vereador ou uma Câmara de Vereadores? Qual é a sua significância para a tua cidade?

Também não sei, mas sei que se um candidato a vereador te prometer vaga em escola, asfalto, hospitais ou alguma obra, esqueça de votar nele, pois estas não são atribuições do vereador e sim do prefeito.

Mas é atribuição do vereador fiscalizar as contas do poder público, os projetos e se os serviços estão de fato atendendo as demandas da população. O vereador pode também modificar as leis municipais que já existem desde que não conflitem com as leis federais, podem também criar novas leis, desde que com a sanção do prefeito e desde que não interfira nos códigos federais e estaduais, podem também criar, mudar ou extinguir os impostos municipais.

Sim, eles também podem dar nome de ruas. Para finalizar o meu pequeno conhecimento sobre a atribuição do vereador, é dele a atribuição de votar projetos enviados pelo prefeito. Além disso, o vereador, em tese, é um representante da população no poder, por isso, o trabalho de vereador é algo que se faz além do seu trabalho/profissão.

Eu não vou alongar-me muito, sei que você já fez um esforço enorme abrindo esse link para ler esta coluna, por isso gostaria muito de te dizer, caro leitor, para que não menospreze tanto o trabalho, a função e a atribuição do edil (como podemos chamar um vereador), ele tem grande responsabilidade no sucesso e no fracasso de uma gestão pública, faz um esforço, converse com pessoas que você julga de opiniões bem embasadas, não passe por esta votação sem escolher alguém.

E, nas segundas-feiras, têm sessão virtual da Câmara de Vereadores, quem sabe se você aparecer um deles não te chame:

  • Oi sumida!
“Comecei a trabalhar aos 14 anos porque queria ser independente. Entrei na faculdade de Comércio Exterior, depois mudei para administração, mas pelo 5º semestre abandonei. Fiz Moda na Perestroika e atualmente curso Sociologia. Tenho apreciações diversas, interesso-me por assuntos variados e parei de tentar encaixar-me e passei a aceitar que sou assim, fora do padrão e movida pela paixão.”
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Karen Dinnebier: Ozônio nos dos outros é refresco

Para os que esperam que esta coluna vá abordar anatomia, medicina alternativa ou algum porto de Santa Catarina, não vou enganá-los, não iremos.

Interessante como 2020 tornou-se tragicômico, ainda mais para nós que sabemos rir de nós mesmos e criar memes como ninguém. Chego a achar que de tanto nos decepcionar aprendemos como tirar do limão a tal caipirinha.

E o humor é permissivo. Quantas piadas a gente conta até hoje só porque ela é engraçada, azar se ela ofende alguém. E quem não tem aquelas falas totalmente preconceituosas que só fala quando está com pessoas muito íntimas, hein?

Mas o papo também não é sobre qual é o limite do humor, cansei de ouvir o Rafinha Bastos respondendo esta pergunta e não tem a menor graça, assim como também não tem graça a forma como estamos lidando com assuntos sérios.

Primeiro que Saúde Pública é um assunto para se levar muito a sério, não é para amadores e nem para aproveitadores de palanque. Não vou execrar a tal técnica, que é considerado “tratamento experimental” e não substitui os métodos médicos tradicionais, mas é administrado de forma complementar. Bom, então qual é o problema?

O problema é um político, não acompanhado de um profissional de saúde com qualificação para falar sobre o assunto “receitar” um tratamento para a população, ainda mais um tratamento experimental.  Agora, caso um gestor queira sugerir que na sua localidade se façam estes testes, tudo bem, mas não venda isso como solução dos problemas, não minta para as pessoas. A História não vai te perdoar.

Outra questão é o fato de que nos conformamos que o Brasil virou o país da piada pronta, não pessoal, não dá para aceitar. As pessoas têm que ter responsabilidade sobre o que falam e o que propagam. Não temos a obrigação em sermos formados em todas as faculdades para ter discernimento, no meio de uma sociedade que gera informação impossível de ser consumida totalmente pelo ser humano, do que é fake e o que não é.

A pessoa que transmite a informação é a responsável por isso e ela tem que ser criminalizada, pois só assim vai pensar duas vezes ou mais antes de emitir uma pseudo-informação na busca de likes.

Ou pior ainda, agora o vírus tem nacionalidade e posição política, a cloroquina também, as vacinas têm nacionalidades etc.

Não quero defender o uso ou não do medicamento ou tratamento A ou B, só estou provocando um pensamento crítico diante do comportamento social em cima de um assunto que designa a salvar vidas e não capital político.

Para encerrar, vou usar uma frase do youtuber de Santa Catarina, o Irineu Nicoletti que disse: “Não, não a gente já está tomando pouco no bueirinho este ano, para vir com mais esta.”

“Comecei a trabalhar aos 14 anos porque queria ser independente. Entrei na faculdade de Comércio Exterior, depois mudei para administração, mas pelo 5º semestre abandonei. Fiz Moda na Perestroika e atualmente curso Sociologia. Tenho apreciações diversas, interesso-me por assuntos variados e parei de tentar encaixar-me e passei a aceitar que sou assim, fora do padrão e movida pela paixão.”
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Karen Dinnebier: Memória Afetiva

Uma segunda-feira destas, antes da confirmação de bandeira vermelha, marquei um café com a Macela Muttoni. Entre aquela pesquisa para sabermos que lugar estaria aberto, caímos na Velha Bruxa. Pisciana que sou, cheguei meia hora antes do marcado, certa que estava no horário.

Para completar a bateria do celular estava acabando, ou seja, só deu para mandar um “oiii, cheguei, vou pedir um chocolate quente”e o celular apagou.Foi eu pegar o carregador, olhar para o lado na busca de uma tomada e logo veio um garçom se oferecendo para carregar o celular.

Bom, como tinha chego meia hora antes e estava sem o mundo virtual a minha disposição, fui obrigada a olhar para o mundo real.

Culpa da Marcela, só pode ser coisa dela mesmo. Escreveu uma coluna aqui no Acontece sobre as coisas de Gramado e agora ela marca comigo aqui na Velha Bruxa, justo aqui!

Olho para frente e vejo ali aquela mesma mesa que todos os domingos nos encontrávamos para dividir uma Mariazinha antes do cinema. Saudosismo de doer, ainda mais para quem gosta de comida como eu.

Chega o meu chocolate quente e nada da Marcela, ela vai vir na hora certa. Ahhh, este chocolate quente…

É julho, a Velha Bruxa deveria estar lotada, com fila de espera, mas está com mesa sim e mesa não sendo ocupadas por conta do distanciamento. Olho para as mesas, não reconheço ninguém, talvez um casal que eu estou na dúvida, mas quem reconhece as pessoas com estas máscaras ? Acho que todos são turistas, menos aquele casal, tenho quase certeza eu os conheço.

Eu já sei que a bandeira vai ficar vermelha e que tão cedo eu não vou voltar na Velha Bruxa e já me bate aquela tristeza. Acho que todos estão com o mesmo sentimento, medos das incertezas e das inconstâncias.

Posso comprar o chocolate quente para fazer em casa, vai ficar maravilhoso, ando até melhorando na cozinha, acho que me atreveria a inventar uma receita nova, mas não vai ser a mesma coisa do que o chocolate que eu estou tomando agora sentada aqui, olhando a Borges de Medeiros no mês de julho.

Não é e eu nem vou tentar. Quero voltar aqui, quero o sorvete com cobertura, mesmo no frio desgraçado. Quero encontrar a turma e dividir uma banana Split. E vai ter fila de espera, a gente vai reclamar da demora em conseguir a mesa e vai fazer festa quando o garçom chegar.

Mas por outro lado, está muito difícil, estamos perdendo pessoas que tinham as suas e faziam parte da memória afetiva de outras pessoas. Com as suas comorbidades elas seguiam as suas vidas e ajudaram Gramado a ser uma cidade da memória afetiva de tantas outras pessoas que a gente não tem como mensurar.

Não tenho como não citar o jovem, que foi jovem demais, que perdeu outro amigo jovem demais. Do amigo que perdeu o amigo cedo demais. Perdas por conta ou não de uma pandemia. Do dia que escrevi a coluna sentada na Velha Bruxa, até o dia da revisão, infelizmente os casos e os óbitos aumentaram assustadoramente.

É certo que não seremos os mesmos depois disso, e o que vamos lembrar e como vamos seguir as nossas vidas? Que memórias vão permear a gente?

Não sei, mas espero que eles não tenham ido em vão sem nos ensinar alguma coisa sobre o tempo que a gente tem aqui.

Chega a Marcela:
– E aí amiga!

Fecho meu caderninho e olho para ela:
– Sua danada, por sua causa acabei de escrever a coluna desta semana.

“Comecei a trabalhar aos 14 anos porque queria ser independente. Entrei na faculdade de Comércio Exterior, depois mudei para administração, mas pelo 5º semestre abandonei. Fiz Moda na Perestroika e atualmente curso Sociologia. Tenho apreciações diversas, interesso-me por assuntos variados e parei de tentar encaixar-me e passei a aceitar que sou assim, fora do padrão e movida pela paixão.”
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Karen Dinnebier: Opinião x Razão

O texto desta semana não era exatamente sobre este assunto, mas como 2020 não anda seguindo nossos roteiros…

Antes vou descrever sobre um vídeo do canal “Tempero Drag” apresentado pela Drag Queen Rita von Hunty que também é professora de literatura, cujo canal eu indico para quem gosta de ser desafiado a pensar além do que foi condicionado, em que ela relata sobre uma atividade que faz com seus alunos.

Conta ela que entra na sala por diversas vezes carregando livros e sai. Depois pede para que os alunos relatem textualmente o ocorrido. Simples né, só que não. Quando os alunos leem para seus colegas e professora notam que, embora tivessem vivenciado o mesmo evento, cada um descreve de maneira diferente.

Um assunto bem semelhante foi abordado na coluna da Letícia Rossa (sou fã também), porém vamos estender esta temática para nós que escrevemos e publicamos nossas opiniões indiscriminadamente.

A minha opinião é como eu vejo o ocorrido, sobre como uma situação me afeta, como ela mexe com os meus conceitos e preconceitos e quando externo isso evidenciou o que eu penso. E não há mentira nisso, mas é a MINHA visão sobre um fato real.

Dito isso, agora vamos discorrer sobre razão então? E aqui não tem como não adentrarmos no mundo da filosofia. Antes que o pessoal que não é de Humanas vire o nariz, já adianto que não vou aprofundar muito e antes de ser execrada pelo pessoal da Humanas, adianto que vou fazer jus ao propósito da filosofia. Tempos difíceis para quem quer transitar pelas pluralidades…

Bom, o surgimento da filosofia deu-se exatamente pela busca da verdade, da razão, por isso não temos como não citá-la. A filosofia é um caminho a ser percorrido, só depende do tanto que cada um já trilhou. Gostaria de compartilhar com você, assim como outros fizeram comigo e me possibilitaram pegar um atalho.

O início de tudo é sempre o questionar. Vou dar um exemplo hipotético, você lê uma informação:

“Esgoto a céu aberto no bairro Linda Lagoa”

Em seguida você lê esta informação sendo compartilhada com as opiniões:

“Para onde vão os nossos impostos?”

“Não é de hoje esta reclamação dos moradores.”

“Moro próximo ao local e o cheiro é insuportável.”

Nenhuma das opiniões que seguiram a informação contém mentiras, mas o que você faz a partir daqui é o que define o caminho pelo qual você já percorreu entre a busca da razão, da verdade.

Não tenho a pretensão de te dar a resposta, desafio você a procurá-la, assim como fazia Sócrates, o meu filósofo favorito, que acreditava que o conhecimento está dentro das pessoas (eu ainda escreverei uma coluna sobre ele).

E falando em pensar, encerro com uma frase do Jung, que não era filósofo mas psiquiatra e psicoterapeuta e que também contribuiu em muito para o que descobrimos questionando, diz ele: “Pensar é difícil, por isso as pessoas preferem julgar.”

“Comecei a trabalhar aos 14 anos porque queria ser independente. Entrei na faculdade de Comércio Exterior, depois mudei para administração, mas pelo 5º semestre abandonei. Fiz Moda na Perestroika e atualmente curso Sociologia. Tenho apreciações diversas, interesso-me por assuntos variados e parei de tentar encaixar-me e passei a aceitar que sou assim, fora do padrão e movida pela paixão.”
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Karen Dinnebier: A Lista

QUEM TEM DIRETO AO AUXÍLIO EMERGENCIAL DE R$ 600,00:

  • Maiores de 18 anos;
  • Trabalhador sem carteira assinada, autônomo, MEI, desempregado que não esteja recebendo o seguro-desemprego e contribuinte individual da Previdência;
  • Pessoas com renda, por pessoa da família, de até R$ 522,50 ou renda familiar de até R$ 3.155,00 e não ter rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018.

Dado o serviço vou te confessar que não me ative aos nomes e nem a lista tão falada, mas fiquei contente em saber que alguns amigos, que indiquei que fizessem o cadastro, tenham sido contemplados pois não recebem NADA há 3 meses, só que esta coluna não é sobre essa lista e sim sobre a lista abaixo:

1º lugar – Dinamarca com 45,2%
2º lugar – Finlândia com 44%
3º lugar – Bélgica com 43,2%
4º lugar – França com 43%
5º lugar – Itália com 42,8%
6º lugar – Suécia com 42,6%
7º lugar – Áustria com 42,5%
8º lugar – Noruega com 40,8%
9º lugar – Luxemburgo com 39,3%
10º lugar – Hungria com 38,9%
11º lugar – Eslovênia com 36,8%
12º lugar – Alemanha com 36,7%
13º lugar – Islândia com 35,5%
14º lugar – Brasil com 35,4%
*fonte do site do Educador Financeiro André Andreola publicada em 12/2019.

Sabe que lista é essa? É a relação dos países com maiores alíquotas de
impostos do mundo. Desta lista, considerando os 30 países com maiores impostos, o Brasil é o pior em retorno de benefícios à população.

Não quero minimizar as discrepâncias da lista dos beneficiados com os R$
600,00, e nem esquecer aqueles que precisavam muito do valor e não receberam, mas a lista que me causa repulsa e indignação é a que publiquei acima.

Sempre que leio as súplicas dos empresários e funcionários para reabrirem em meio a esta pandemia mundial, pois temem perder seus empregos e seus negócios, afinal a crise já estava instalada antes do vírus, volto a pensar na dita lista.

Para que serve o 14º imposto mais caro do mundo? Ou devo perguntar para
QUEM servem estes 35,4%? Não estaríamos nós brasileiros nos responsabilizando por sustentar os planos de saúde ilimitados, cartões corporativos, auxílios paletós entre outros absurdos em plena crise mundial?

Você tem um sistema de saúde da Europa, uma educação, segurança ou
situação financeira de um europeu? Não? Mas te digo uma coisa, caro eleitor, você paga impostos de um europeu.

Por Karen Dinnebier
“Comecei a trabalhar aos 14 anos porque queria ser independente. Entrei na faculdade de Comércio Exterior, depois mudei para administração, mas pelo 5º semestre abandonei. Fiz Moda na Perestroika e atualmente curso Sociologia. Tenho apreciações diversas, interesso-me por assuntos variados e parei de tentar encaixar-me e passei a aceitar que sou assim, fora do padrão e movida pela paixão.”
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Karen Dinnebier com Aly Mello: Vidas Negras Importam

Caro leitor,
Já na semana passada tive vontade de escrever sobre a repercussão do assassinato de George Floyd por um policial numa atitude claramente racista e sobre o movimento Black Lives Matter, mas pensei e resolvi fazer melhor.

Não que precise exclusivamente ser negro para ser contra o racismo ou ser mulher para ser contra o machismo ou ainda ser gay para ser contra a homofobia, mas por tudo o que esse movimento representa é a hora de eu, mulher branca, dar voz às mulheres negras para quem tem de ser ouvida.

E falando em ser ouvida, já cito uma mulher foda, mulher esta que está no topo da minha lista das mulheres que eu ainda quero ser, que é a Angela Davis. Diz ela que quando uma mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela. Isso porque a sociedade é feita por camadas de prioridades e privilégios, o homem branco está no topo e a mulher negra está na base, então, quando as mulheres negras ganham força, significa que toda a estrutura desta ordem de prioridades se movimenta.

Citando mais um pouco de mais Angela Davis: “Numa sociedade racista, não basta não ser racista. É necessário ser antirracista.”

Com vocês, Aly Mello, mulher, negra e que tem voz.

Aly Mello

Vidas Negras Importam.

“Todas as vidas importam”. Tenho lido muito essa frase. Aí não sei se a pessoa está a par dos últimos acontecimentos, se não quer atritos ou vive em uma bolha. Desde criança ouço histórias de negros. Minha mãe é negra, minha avó é filha de ex-escravos recém libertos: porém, continuaram a trabalhar na fazenda em Minas Gerais onde ela foi deixada com 4 anos para aprender deveres domésticos; lembrava de cada momento que passou lá (outra hora conto).

Minha mãe foi a única aluna negra em uma escola de freiras no Rio de Janeiro nos anos 50. Desde cedo aprendeu a ser tratada diferente pela cor da pele mas conseguiu ter ótima educação, tanto na escola como em casa. Acredito até hoje que somente a educação pode mudar a mentalidade das pessoas.

Quando nasci (uma mistura de raças, pai branco e mãe negra) fui rejeitada pelos meus avós paternos: nunca aceitaram ele ter casado com uma “negra”. Minha irmã e eu éramos chamadas de “aquelas negrinhas”.

Não estou aqui para contar minha história e sim para falar de um assunto muito importante, complexo. Não imaginava que em 2020 ainda teríamos que falar muito sobre ser discriminado pela cor da pele. Que em plena pandemia as pessoas precisariam ir para as ruas protestar por um homem negro ser morto pela polícia.

E mais: ver jovens negros assassinados, um menino de 5 anos cair de uma janela por desdém da patroa branca e mulheres negras serem mortas diariamente. “Ah, mais todos os dias morrem pessoas brancas”, “não sou racista, tenho amigos negros”; “há cotas para negros, mas existem brancos pobres“; “há negros racistas também”.

Parem de falar essas frases. No Brasil as pessoas desconhecem a história, o papel que o negro desempenhou na construção de nosso país. Que foi fundado em cima de trabalho escravo. E mesmo quando a escravidão foi abolida oficialmente em 1888, nenhum direito foi garantido aos negros. E que sem acesso à terra e qualquer tipo de indenização ou reparo por tanto tempo de trabalho forçado, muitos permaneceram nas fazendas ou tinham como destino o trabalho pesado e informal. As condições subumanas não se extinguiram.

O racismo existe. Por mais que as leis garantam a igualdade entre as raças, sabemos que é somente na teoria. Na prática é diferente. Basta olhar ao redor: se você está em uma faculdade, pense em quantos colegas e professores negros tem. Ou se for ao hospital, Fórum, Congresso Nacional. Mas vá na periferia de sua cidade, no presídio ou em escolas públicas: o número de negros será sempre maior. Percebe o que quero dizer? Algo está errado, não?

As manifestações que aconteceram em de maio de 2020, após a morte de João Pedro e de George Floyd, mostram como o racismo e a violência – em especial a policial – precisam ser debatidos e enfrentados. Precisamos falar sobre o racismo, o silêncio nos torna responsáveis por sua manutenção.

Para finalizar, aproveitem e vejam séries sobre o assunto. Leiam livros de escritoras e escritores negros. Instagram está lindo com vários artistas emprestando suas contas. Paulo Gustavo cedeu a sua para Djamila Ribeiro (procurem saber quem é ela). Bruno Gagliasso cedeu para a Ruby Bridge, primeira menina negra a estudar em uma escola de brancos, ela é pura inspiração. Assistam a série “Olhos que condenam”. Assisti com meus filhos, eles…choraram.

O racismo terá fim? Acredito que falta muito. Mas me sinto tão feliz em saber que as pessoas que eu gosto, que sou fã tem uma visão da vida tão ampla que a última coisa que reparam em outra pessoa é a cor da pele.

Espero que um dia nenhum jovem de capuz seja confundido com bandido. Que nenhuma mulher negra de vestindo branco com outra criança pensem que é sua babá. Esse ano vai entrar na história, isso é um fato. Que fique de modelo a não seguir pelas próximas gerações.
Um abraço!
Aly

Por Karen Dinnebier
“Comecei a trabalhar aos 14 anos porque queria ser independente. Entrei na faculdade de Comércio Exterior, depois mudei para administração, mas pelo 5º semestre abandonei. Fiz Moda na Perestroika e atualmente curso Sociologia. Tenho apreciações diversas, interesso-me por assuntos variados e parei de tentar encaixar-me e passei a aceitar que sou assim, fora do padrão e movida pela paixão.”
Contato: [email protected]

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