Simone Prestes

Nutri Simone Prestes: Receita caseira de pasta de amendoim

O amendoim in natura é alimento hipercalórico natural e a pasta de amendoim tornou-se muito popular no meio fitness e dentre os adeptos de exercícios físicos pela sua composição rica em proteína e por sua composição rica em potássio e magnésio, que favorece as contrações musculares, previne as câimbras, reduz o risco de lesões e a fadiga muscular.

Usada nas mais diversas receitas, a pasta de amendoim pode ser combinada com pão, torradas e frutas.

Aprenda a fazer a pasta de amendoim caseira. Créditos: Divulgação.

É possível encontrar diferentes opções de pastas de amendoim no mercado, mas hoje vou te ensinar uma receita caseira super fácil.

Ingrediente

  • 500 gramas de amendoim cru, sem pele e sem sal

Modo de Preparo

  1. Coloque o amendoim em uma assadeira e leve ao forno médio até tostar levemente. O tempo médio é de aproximadamente 10 minutos.
  2. Retire do forno, deixe esfriar e leve o amendoim ainda quente ao processador.
  3. Bata até obter uma mistura homogênea, usando uma espátula para ajudar, até ficar em uma consistência cremosa e do seu gosto.
  4. Guarde em um recipiente fechado. A durabilidade pode ser de um mês em temperatura ambiente e 3 meses na geladeira.

Você pode adicionar uma pitada de sal e outros ingredientes como castanhas e nozes conforme seu gosto pessoal.

Nutricionista,  formada pela Universidade de Caxias do Sul e pós-graduando em Nutrição Clínica pela Unisinos
@nutrisimoneprestes

Nutri Simone Prestes: Os riscos da gordura no fígado

A esteatose hepática se caracteriza pelo acúmulo de gordura no fígado e ocorre quando as células do fígado começam a acumular gordura. De 5 até 10% de nosso peso ser de gordura é considerado normal, entretanto, quando a quantidade da substância ultrapassa esse índice, o fígado está gorduroso.

O acúmulo se dá pela má alimentação, abuso de bebidas alcoólicas, frituras em excesso e sobrepeso.

 Apesar de pessoas obesas, diabéticas e aquelas que fazem uso frequente de bebidas alcoólicas desenvolverem esta doença com maior frequência, qualquer um pode .

O fígado gorduroso não costuma apresentar sintomas e nem sempre apresenta sinais claros durante os estágios iniciais, dificultando o diagnóstico da doença. No entanto, conforme a doença se agrava, os sintomas se fazem presentes e o quadro pode evoluir para um processo de inflamação e até desencadear uma hepatite gordurosa, cirrose hepática ou câncer.

A doença é classificada de acordo com a causa do acúmulo de gordura e dividida em dois tipos.

1. Esteatose hepática alcoólica – Na versão alcoólica da doença, a mais grave, a causa do acúmulo de gordura no fígado é o abuso de bebidas alcoólicas. O álcool é processado pelo fígado e o exagero no consumo da substância pode danificar o órgão seriamente.

2.Esteatose hepática não-alcoólica – Neste caso, a doença é causada por outros fatores:

  • Sobrepeso e obesidade;
  • Hepatites virais;
  • Diabetes;
  • Colesterol ou triglicérides altos;
  • Alteração muito rápida de peso;
  • Uso de certos medicamentos como estrógeno, corticoides, anti retrovirais entre outros;
  • Inflamações hepáticas crônicas devido a outras doenças.

Esta versão da doença é reversível e curável através principalmente de mudanças nas rotinas alimentares, e raramente precisa de medicamentos para o tratamento.

A doença também é dividida em graus, que variam de acordo com a quantidade de gordura presente no fígado.

  1. Grau Leve – Neste caso, a doença não apresenta sintomas. Os níveis de gordura estão pouco acima do ideal e reduzir estes níveis novamente para o saudável não é difícil através da alimentação e exercícios.
  • Grau Moderado – Aqui, podem surgir sintomas característicos do acúmulo de gordura, como inchaço da barriga, dores abdominais ou fezes brancas. No caso de o acúmulo de gordura ser não-alcoólico, a cura ainda é possível e medicamentos ainda não são necessários. No caso de ser um caso alcoólico, a situação é um pouco mais complicada.
  • Grau de Grande Acúmulo – Neste estágio, a doença é extremamente perigosa, pois a esteatose hepática evolui para esteato-hepatite, uma inflamação no fígado causada pelo grande acúmulo de gordura. Esta inflamação causa danos nas células do órgão, podendo causar fibroses, além de reduzir a eficácia do órgão.

Com o tempo e muitas fibroses, a condição pode evoluir para uma cirrose e o fígado pode se tornar completamente ineficiente, desencadeando problemas envolvendo a falta de filtragem do sangue por parte do órgão.

Causas – As causas do acúmulo de gordura no fígado estão diretamente relacionadas aos hábitos e rotinas.  Causas mais comuns:

  1. Sobrepeso – O peso elevado pode causar acúmulos de gordura no fígado e em outros órgãos, especialmente se a quantidade de gordura abdominal for grande.
  • Má nutrição – Uma nutrição ruim pode causar sérios problemas para todo o corpo, incluindo o fígado. Mesmo estando com o IMC em dia, se o consumo de  gorduras for elevado, o fígado pode passar a acumulá-las.
  • Perda brusca de peso – Perder muito peso rápido demais pode deixar um acúmulo de gordura no fígado, que proporcionalmente ficará com mais gordura. É importante que dietas sejam feitas de maneira saudável, sem radicalismo e sempre com acompanhamento nutricional.

A perda de peso brusca é uma causa do acúmulo de gordura no fígado especialmente em situações em que a pessoa está em seu peso ideal (IMC entre 18 e 25) antes de perder o peso rapidamente.

  • Sedentarismo – As gorduras que são acumuladas dentro das células do fígado são as triglicérides. Esse tipo de gordura é usado pelo corpo para a produção de energia, que é usada em exercícios físicos.

O sedentarismo permite que os triglicérides fiquem no corpo, eventualmente se acumulando nos órgãos. Realizar exercícios físicos elimina a substância antes que ela possa penetrar as células.

  • Uso de medicamentos – Alguns medicamentos podem levar ao acúmulo de gordura no fígado. É o caso da tetraciclina, um antibiótico, estrógenos, que são hormônios, e anti-retrovirais de alta eficácia, como os usados no tratamento de HIV.

Grupos de risco – Algumas pessoas estão mais propensas a desenvolver acúmulos de gordura no fígado do que outras. São elas:

Obesos – Pessoas acima do peso possuem mais gordura corporal, e isso se aplica aos órgãos.
Alcoólatras – O consumo de álcool em excesso sobrecarrega o fígado e suas células podem começar a acumular gordura, além de serem danificadas de outras formas. Alcoólatras estão no grupo de risco para desenvolver a esteatose hepática alcoólica, que é a versão mais grave da doença.
Sedentários – Exercícios ajudam a eliminar a gordura do corpo, usando-a como fonte de energia. Isso impede que a gordura se acumule nos órgãos.
Síndrome metabólica – Pressão alta, resistência à insulina e níveis elevados de colesterol e triglicérides estão conectadas com o acúmulo de gordura no fígado.
Mulheres – Mulheres possuem maior chance de desenvolver gordura no fígado devido ao hormônio estrógeno, que facilita o acúmulo de gordura,
Síndrome do ovário policístico – Estudos científicos ligam a síndrome do ovário policístico a maiores chances de desenvolver esteatose hepática.
Grávidas – A gravidez causa a produção aumentada de hormônios. O estrógeno, que já é produzido normalmente, alcança taxas mais elevadas durante a gestação, podendo facilitar o acúmulo de gordura no fígado.
Hispânicos e orientais – Pessoas de etnias hispânicas e orientais possuem maiores chances de desenvolver gordura no fígado, ao contrário de pessoas com origem africana, onde as chances de ter um esteatose hepática é reduzida.

Sintomas – No início, com a inflamação ainda leve, os sintomas são mais suaves, mas evoluem com o tempo. Os principais são:

  1. Dor e desconforto abdominal
  2. Perda de apetite
  3. Cansaço e fraqueza
  4. Aumento do fígado
  5. Fibrose
  6. Insuficiência hepática
  7. Ascite
  8. Encefalopatia
  9. Hemorragia
  10. Aranhas vasculares
  11. Icterícia

Diagnóstico – Na maioria dos casos o diagnóstico é feito através de exames laboratoriais e de imagem. Porém alguns exames podem ser feitos para encontrar a esteatose hepática:

  1. Exame físico
  2. Exames laboratoriais
  3. Exames de imagem
  4. Biópsia
  5. Elastografia transitória

Tem cura? – Sim, a esteatose hepática tem cura. O processo envolve reduzir drasticamente o acúmulo de gordura no fígado através de mudanças de hábitos e rotinas diárias.

Qual o tratamento? O tratamento da esteatose hepática depende de sua causa, que deve ser eliminada.

  • Reduzir o álcool – Independente de a condição ser causada ou não por álcool, o corte do consumo de bebidas alcoólicas é necessário para a recuperação do fígado. Quando é a variação não-alcoólica, a redução basta. Porém, se a condição é a variação alcoólica da doença, é necessário haver o corte total do consumo alcoólico.
  • Exercícios físicos – Exercícios devem ser realizados para haver a eliminação de gordura extra do corpo e do fígado, além de reduzir o colesterol.
  • Redução de peso corporal – Caso o paciente esteja com sobrepeso ou obesidade, perder em torno de 7% a 9% do peso no decorrer de 6 meses ajuda a reduzir a quantidade de gordura.
  • Mudanças alimentares – É importante evitar alimentos muito gordurosos e açúcares. Carboidratos devem ser reduzidos na dieta, assim como carnes vermelhas e frituras. Frutas, verduras e vegetais devem ser aumentados na alimentação.

Atente aos sinais que o corpo emite e cuide-se.

Nutricionista,  formada pela Universidade de Caxias do Sul e pós-graduando em Nutrição Clínica pela Unisinos
@nutrisimoneprestes

Nutricionista Simone Prestes: Introdução alimentar pra os bebês

A alimentação deve ter início logo após o nascimento e sempre que o bebê sentir fome ou sede. A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é que até os 6 meses de idade a alimentação do bebê seja feita exclusivamente com leite materno, uma vez que possui todos os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento saudável do bebê.

Assim, não há necessidade de nada além disso, nem mesmo água ou chás, uma vez que, com a introdução de alimentos complementares, o bebê pode rejeitar o aleitamento e a absorção dos nutrientes do leite pode ser prejudicada pelos alimentos, interferindo no desenvolvimento do bebê.

A recomendação é que a alimentação complementar inicie somente a partir dos 6 meses, mantendo o leite materno até os 2 anos de idade. Em casos onde a mãe não consegue amamentar ou o bebê não se desenvolve de forma adequada com o leite materno, é feita a introdução de fórmulas infantis específicas para a idade do bebê, em quantidades e horários de acordo com a orientação do pediatra e do nutricionista.

A introdução alimentar se dá quando os alimentos sólidos começam a fazer parte da alimentação do bebê, que antes se baseava apenas no leite materno ou na fórmula infantil. Ou seja, esse é o nome que se dá ao começo da alimentação sólida. Porém, esse processo requer alguns cuidados. Ainda, alguns alimentos são mais indicados que outros – que devem ser evitados nessa fase.

Como fazer a introdução alimentar

A partir dos 6 meses de vida do bebê o leite materno não consegue sozinho nutrir seu corpo por completo. Para uma introdução alimentar adequada, nutricionalmente falando, deve ser feita com a orientação de um nutricionista especializado, de forma gradual, tranquila e respeitosa com o bebê.

Nessa primeira fase, alimentos leves como frutas e vegetais, que são grandes fontes de vitaminas e outros nutrientes devem ser prioridade. Sempre lembrando de respeitar a vontade do bebe, ou seja, se ele não quiser comer não force, espere ele sentir fome. Alimentos que devem ser incluídos na introdução alimentar do bebê.

Frutas – As frutas são excelentes para a saúde do bebê, pois além de serem ricas em vitaminas, minerais, bem como fibras e antioxidantes, elas são leves.

São ricas em água, o que ajuda na hidratação do bebê. Além disso, agradam o paladar por serem doces. Dê preferência às frutas mais macias e que há possibilidade de servir amassadas, como é o caso da banana, do abacate e do mamão e evite frutas que contenham sementes, como a jabuticaba e a uva.

Tubérculos e Leguminosas – Os legumes e tubérculos também são uma excelente forma de apresentar os alimentos sólidos para o bebê. Semelhantemente às frutas, são ótimas fontes de nutrientes como os antioxidantes, as vitaminas e as fibras, que ajudam no funcionamento intestinal.

Não bastasse isso, além de fontes de diversos nutrientes importantes, sua digestão no corpo é rápida.

Algumas opções ideais para o consumo de bebês são:
● Batata
● Batata-doce
● Beterraba – ótima fonte de ferro, por isso ajuda a prevenir a anemia
● Cenoura
● Chuchu
● Ervilha (fonte de proteína e vitaminas)
● Feijão azuki, preto e branco (fontes de fibras e minerais variados)
● Grão-de-bico (ajuda na regulação do humor e promove um sono
mais tranquilo)
● Lentilha (grande fonte de proteína vegetal e ferro)
● Mandioquinha
● Soja

Na forma de purê, sopas e caldos o consumo desses alimentos se torna ainda mais fácil para a criança.

Os grãos integrais e os cereais – Por fim, os grãos, como o arroz e os cereais, como a aveia, a quinoa e outros, também podem fazer parte da introdução alimentar.

Posteriormente se introduz as carnes, o leite e seus derivados.

Alimentos que devem ser evitados na introdução alimentar

Além dos alimentos que devem fazer parte da introdução alimentar, existem aqueles cujo consumo é pouco aconselhável. Em geral, é preferível evitar os alimentos industrializados em todo caso, mas principalmente quando trata-se da alimentação de bebês. Sendo assim, qualquer alimento que contenha açúcar e sal em excesso, conservantes, corantes ou adoçantes artificiais não são recomendáveis.

Dentre eles destacam-se:
● refrigerantes
● fast food
● comida congelada
● café e bebidas com cafeína
● salsicha e carnes similares
● salgadinhos e doces
● Papinhas artificiais (as que são compradas prontas).

Nutricionista,  formada pela Universidade de Caxias do Sul e pós-graduando em Nutrição Clínica pela Unisinos
@nutrisimoneprestes

Nutricionista Simone Prestes: Chá ou infusão?

Com a chegada do outono e a leve mudança que já podemos notar na temperatura, aquela vontade de um chazinho depois das refeições, no final da tarde ou mesmo no meio do dia se acentua, mas você sabia que pode estar tomando uma infusão e não um chá?

Chá ou infusão?

É muito comum a confusão entre eles, apesar do conceito de ambos serem bem distintos. Basicamente, todo chá é uma infusão. Porém, infusões não são necessariamente chá. Parece confuso num primeiro momento, mas é muito simples de entender.

Popularmente costumamos denominar, erroneamente, como  chá qualquer bebida feita à base de ervas em água fervente. Entretanto, chás são as bebidas feitas apenas a partir da planta Camellia sinensis, também chamada de chá-da-índia. No Brasil os chás mais conhecidos preparados a partir dessa planta são:

  • Chá Verde
  • Chá Branco
  • Chá preto
  • Oolong ou azul

Sendo assim, todas as bebidas feitas a partir de outras plantas, como camomila, cidreira, dente-de-leão e hortelã são infusões, e todas as preparadas com o caule e as raízes são decocção.

Ou seja, a imersão de ervas e plantas em água fervente não é o preparo do chá, mas sim o preparo da infusão.

E como preparar a infusão perfeita? Você sabia que errar na hora de preparar as infusões podem provocar a perda de algumas de suas melhores propriedades?

E não é incomum! Erros na temperatura da água são bastante comuns, mas podem facilmente ser evitados.

A dica é: quanto mais tempo de infusão, mais forte e acentuado será o sabor e o aroma da erva. Por isso, é preciso conhecer o tempo de infusão recomendado para cada planta. Não só, quando se trata de adoçar ou não, o que deve ser levado em conta é o gosto e o hábito de cada um.

Em alguns países as infusões são quase sempre acompanhadas de leite. No Brasil, esse ainda não é um hábito comum, mas vem se popularizando.

E você, já provou?

Nutricionista,  formada pela Universidade de Caxias do Sul e pós-graduando em Nutrição Clínica pela Unisinos
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Nutri Simone Prestes: Alimentos com a eficácia de botox

O famoso botox atua como um paralisador muscular que acaba impedindo linhas finas ou rugas de se manifestarem. Mas, você sabia que alguns alimentos fazem o trabalho da toxina botulínica?

Diferentemente do botox, que imobiliza o rosto, determinados alimentos agem no combate ao envelhecimento, além de oferecer outros benefícios, como hidratação intensa.

O famoso botox atua como um paralisador muscular que acaba impedindo linhas finas ou rugas de se manifestarem.

Ficou curioso? Separamos alguns alimentos que podem ser encontrados facilmente no mercado, com custo relativamente acessível e suas principais propriedades.

Abacate – A fruta possui grande quantidade de ácidos graxos que estimulam a absorção de vitaminas nas células da pele, deixando o rosto nutrido e com uma textura uniforme.

Amido de milho – É uma fonte de vitaminas e minerais responsáveis ​​por formar uma barreira contra a oxidação da pele. Assim, quando combinado com água, mel ou ovo, seus resultados de retardamento do envelhecimento são multiplicados.

Arroz – O arroz é rico em vitamina C e ômega-6, ingredientes que retardam o envelhecimento e favorecem a elasticidade da pele. Assim, prepare uma máscara rejuvenescedora, misturando três colheres de sopa de arroz cozido, uma colher de sopa de mel e uma de leite.

Uva – As uvas contêm altos níveis de resveratrol, uma molécula antioxidante conhecida como elixir da juventude, que fortalece as fibras de colágeno nas células. Seu uso promete um rosto com menos flacidez, inflamação, rugas e pés de galinha.

Mel – Além de delicioso, trata problemas de acne e previne o envelhecimento prematuro. Suas enzimas antioxidantes estimulam a regeneração celular, removem células mortas e melhoram a hidratação da pele.

Ovo – O ovo não é apenas rico em vitaminas e proteínas que são boas para a pele, mas também possui uma combinação de ácido linoléico e lecitina que mantém níveis ótimos de umidade e rejuvenesce.

Agora é só aproveitar, consumir com consciência e observar a melhora na saúde da pele!

Nutricionista,  formada pela Universidade de Caxias do Sul e pós-graduando em Nutrição Clínica pela Unisinos
@nutrisimoneprestes

Nutri Simone Prestes: FRUTAS X DIABETES

Como já falamos anteriormente, a diabetes é uma doença grave, em que a quantidade de glicose no sangue fica extremamente elevada, devido à falta de produção de insulina pelo pâncreas. A insulina é fundamental para garantir que a glicose siga sua trajetória pelas células. Sendo assim, é muito importante aos diabéticos, conhecer os alimentos que devem ou não consumir para manter um nível adequado de insulina no sangue.

Ao ser diagnosticado com diabetes, a principal tarefa é manter estável o nível de açúcar no sangue e isso se dá principalmente com a alteração e adequação da dieta alimentar. No início não é tarefa fácil, mas junto às alternativas hoje disponíveis, é possível conseguir equilibrar esses desejos de várias formas.

É fundamental ter um acompanhamento clínico e nutricional para a elaboração de um plano alimentar adequado e personalizado, lembrando sempre que, o que é bom para um indivíduo nem sempre trará resultados positivos ao outro.

A maior indagação que tenho sempre a respeito da alimentação do diabético é sobre as frutas. Afinal diabético pode ou não comer frutas?

Não só podem, como devem ser consumidas. As frutas devem estar presentes na dieta por serem grandes fontes de nutrientes como vitaminas, antioxidantes e fibras. Porém o consumo deve ser feito com moderação e atenção pois as frutas em geral, têm um alto teor de açúcar.

Então, separei algumas frutas mais indicadas para o consumo de diabéticos.

As melhores frutas para quem tem diabetes

ABACATE – Não apenas uma das frutas mais recomendadas para quem tem diabetes, mas é considerado um alimento que pode beneficiar a saúde de qualquer pessoa que o consuma. Grande fonte de gorduras boas, ele ajuda a controlar a glicose.

AMEIXA – A ameixa (in natura) também é recomendada, especialmente devido à abundância de fibras. Entretanto, a versão em calda deve ser evitada por conter uma grande quantidade de açúcar adicionado. As frutas secas também devem ser consumidas com moderação pelo mesmo motivo.

CEREJA – É uma grande fonte de vitamina C, antioxidantes (antocianinas) e contém um baixo índice glicêmico. Por isso, é uma das melhores frutas para quem tem diabetes, pois ela ajuda a controlar o nível de açúcar no sangue, além de ajudar a prevenir o envelhecimento precoce e doenças inflamatórias.

FRAMBOESA – As propriedades da framboesa são parecidas com as do mirtilo, ou seja, ela é também rica em antioxidantes, fibras e vitaminas. Além disso, ela está entre as frutas de menor teor de açúcar, com apenas cinco gramas por xícara fresca.

MAÇA – A maçã também integra a lista das melhores frutas para quem tem diabetes. Além de ser fonte de diversas vitaminas, ela é uma grande fonte de pectina, uma fibra que ajuda a controlar a presença de açúcar na corrente sanguínea, ou seja, ajuda a manter a glicose sob controle.

MIRTILO – O mirtilo é uma fruta rica em antioxidantes. Por isso, é excelente para quem tem diabetes. É também fonte de vitamina C, o que ajuda a fortalecer a imunidade.

MORANGO – O morango é similar ao mirtilo e à framboesa, sendo também rico em antioxidantes – em especial a antocianina, responsável por sua cor. Além disso, é uma grande fonte de vitamina C e de fibras.

PÊSSEGO – O pêssego é excelente para quem tem diabetes, pois possui baixo índice glicêmico e é muito rico em fibras, o que torna mais lenta a absorção de seu açúcar natural.

PERA – A pera é uma fruta com índice glicêmico baixo e, por isso, seu consumo não causa picos glicêmicos. Ainda, sua abundância em fibras também contribui para um melhor funcionamento intestinal.

Nutricionista,  formada pela Universidade de Caxias do Sul e pós-graduando em Nutrição Clínica pela Unisinos
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Nutri Simone Prestes: Como potencializar a absorção de ferro no organismo

O ferro desempenha um papel importante nos processos metabólicos sendo um constituinte vital das células devido à relação com a saúde do sangue. Além de prevenir a anemia, o ferro é responsável pelo transporte de oxigênio no sangue para todo o corpo por intermédio da hemoglobina existente nos glóbulos vermelhos.

A falta de ferro no organismo pode desencadear algumas doenças graves a longo prazo e a curto prazo causa efeitos e sintomas como fadiga, desmaios, tontura, irritabilidade, entre outros.

Absorção de ferro no organismo é fundamental para a saúde

Principais consequências da deficiência de ferro:
● Comprometimento do sistema imune, com aumento da predisposição a infecções;
● Aumento do risco de doenças e mortalidade perinatal para mães e recém nascidos;
● Aumento da mortalidade materna e infantil;
● Redução da função cognitiva, do crescimento e desenvolvimento neuropsicomotor de crianças com repercussões em outros ciclos vitais;
● Diminuição da capacidade de aprendizagem em crianças, principalmente em idade escolar, e menor produtividade em adultos.

Dito isso é muito importante que saibamos da importância em consumir alimentos ricos nesse mineral da melhor forma para uma absorção mais eficaz do nosso organismo.

É essencial o consumo consciente de boas e variadas fontes de ferro, sempre levando em consideração a quantidade adequada para cada organismo. A ingestão diária recomendada de ferro varia conforme o sexo e a faixa etária. Por exemplo, dos 0 a 6 meses de vida a recomendação é de apenas 0,27 mg de ferro por dia. No entanto, a necessidade biológica por esse mineral vai aumentando com a idade.

No caso de crianças e adolescentes com idades entre 9 e 13 anos, recomenda-se a ingestão de 8 mg diários. O mesmo valor vale para homens acima de 19 anos. Para mulheres de 19 a 50 anos, a recomendação é de 18 mg por dia e, após os 51 anos, 8 mg.

Para aumentar a absorção do ferro separei algumas dicas práticas para o dia a dia:

  • Consuma frutas cítricas
    As frutas cítricas são grandes fontes de vitamina C e, por isso, facilitam a absorção do ferro. Sendo assim, consumir conjuntamente alimentos ricos em ferro e alimentos ricos em vitamina C, aumenta a biodisponibilidade desse mineral, ou seja, aumenta sua capacidade de ser absorvido pelo organismo. Isso foi comprovado em um estudo realizado por cientistas de diversas universidades brasileiras.
  • Deixe as leguminosas de molho
    Apesar de serem boas fontes de ferro, as leguminosas podem ter o efeito contrário ao esperado e dificultam a absorção desse nutriente por serem alimentos ricos em fitato (um composto que pode prejudicar a nutrição, pois dificulta a absorção de outros compostos nutritivos, como é o caso do ferro). No entanto, ele pode ser facilmente removido dos alimentos por meio do remolho, a prática de deixar as leguminosas de molho por algumas horas previamente ao seu cozimento.
  • Reduza o consumo de cafeína
    A cafeína é um estimulante amado pela manhã pois energiza o corpo e nos ajuda a acordar. Porém, ela dificulta a absorção de ferro no organismo e, por isso, para promover a melhor absorção do mineral, recomenda-se a redução da ingestão de bebidas como o café, o chá mate e o chá verde. Bebidas cafeinadas devem ser evitadas especialmente durante ou logo depois as refeições.
  • Evite o leite e seus derivados depois de comer
    O cálcio, outro mineral essencial para a saúde e que está muito presente no leite e seus derivados, pode prejudicar a absorção do ferro. Basicamente, esses dois minerais teriam dificuldade para serem absorvidos simultaneamente e, por isso, recomenda-se que sejam consumidos separadamente e com horas de intervalo.
  • Outra dica importante é ficar atento aos rótulos dos produtos. Através do rótulo podemos identificar algumas substâncias como o ácido etilenodiaminotetracético (EDTA), que é um conservante alimentar, provoca 50% de redução na absorção de ferro não heme.
Nutricionista,  formada pela Universidade de Caxias do Sul e pós-graduando em Nutrição Clínica pela Unisinos
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Rótulo na frente das embalagens de alimentos é aprovado pela ANVISA

A rotulagem nutricional de alimentos, tal como é hoje, não favorece nosso acesso à informação. Temos dificuldade em localizar e compreender dados que deveriam guiar nossas escolhas alimentares.

A boa notícia é que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na última quarta-feira (7/10), novas regras para a rotulagem de alimentos no Brasil. A intenção é aumentar a clareza de informações aos consumidores sobre teores de nutrientes, como sódio, açúcar e gordura.

Para a parte da frente das embalagens, foi desenvolvido um modelo de imagem com uma lupa, para informar sobre os nutrientes. São figuras que alertam sobre a presença, seja individualmente, seja ao mesmo tempo.

Foram estabelecidas também mudanças nas tabelas de informação nutricional dos produtos alimentícios.

Passará a ser obrigatória a identificação de açúcares totais e adicionais, a declaração do valor energético e nutricional por 100 g ou 100 ml, para ajudar na comparação de produtos, e o número de porções por embalagem.

De acordo com o comunicado da Agência, as novas regras começam a valer em dois anos a contar da publicação no Diário Oficial da União (DOU), que será feito por meio de uma Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) e uma Instrução Normativa (IN).

Novas regras começam a valer em dois anos a contar da publicação no Diário Oficial da União (DOU)

Produtos que já estiverem no mercado quando as novas normas entrarem em vigor terão 12 meses para adequar as embalagens. Produtos destinados exclusivamente ao processamento industrial já devem estar adequados quando as novas regras entrarem em vigor.

Os alimentos fabricados por empresas de pequeno porte, como agricultores familiares e microempreendedores, também possuem um prazo de adequação, mas de 24 meses após a entrada em vigor, totalizando 48 meses no total.

Para as bebidas não alcoólicas em embalagens retornáveis, a adequação não pode exceder 36 meses após a entrada em vigor da resolução. Os produtos fabricados até o final do prazo de adequação poderão ser comercializados até o fim do seu prazo de validade.

Na visão da Anvisa, esses prazos são necessários para produtores fazerem as adequações e o setor público organizar ações educativas e de fiscalização. “O objetivo dessa norma não é impor nenhuma escolha. É possibilitar a compreensão, respeitando a liberdade de escolha de todas as pessoas que vivem no nosso território”, afirma a diretora relatora Alessandra Bastos, no comunicado da Anvisa.

Nutricionista,  formada pela Universidade de Caxias do Sul e pós-graduando em Nutrição Clínica pela Unisinos
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Nutri Simone Prestes: Ovo, vilão ou mocinho?

De origem animal, rico em proteínas, vitaminas e minerais, o ovo já foi considerado vilão alimentar, pois acreditava-se que aumentava o colesterol.

Hoje, através de inúmeras pesquisas e estudos científicos, sabe-se que é um alimento com alto valor nutritivo e que na verdade reduz os níveis de colesterol ruim (LDL) e eleva os do colesterol bom (HDL).

Preparações como ovo cozido, frito, mexido, estrelado e poché são as mais rápidas e práticas. Pode ser de codorna, caipira, ou orgânico,  a versatilidade e as variadas formas de consumir esse alimento fazem com que ele esteja presente na alimentação diária dos brasileiros.

Em uma unidade podem ser encontradas 13 vitaminas e minerais essenciais e seis gramas de proteína de alta qualidade, com apenas 70 calorias em média.

Clara X Gema: Propriedades e Benefícios

O ovo é composto por duas partes, com características nutricionais bastante diferentes entre si. A clara é rica em proteína enquanto a gema concentra vitaminas e minerais.

Um ovo cozido possui, em média, seis gramas de proteína, originários justamente da clara, região rica em albumina, proteína que possui alto valor biológico. Ou seja, é facilmente absorvida pelo organismo e auxilia diretamente na construção da massa muscular.

Na clara se encontram todos os aminoácidos essenciais e em quantidades adequadas. Além disso, ajuda a manter a sensação de saciedade.

Na gema estão vitaminas importantes para o bom funcionamento do organismo, como zinco, selênio, fósforo, ferro, vitaminas do complexo B e ácido fólico, sendo uma super aliada no combate à anemia.

Devido à abundância de proteínas presente na composição, é possível dizer que o ovo auxilia a hipertrofia  (o ganho de massa magra) em atletas, além dos benefícios para o organismo, como garantir o funcionamento das células nervosas que ajudam na memória, pela sua abundância em colina conhecido como “o nutriente que ajuda a turbinar o cérebro” (complexo B).

Incluir ovos na dieta diária traz muitos benefícios

Outro benefício é que ele não tem glúten e por isso pode fazer parte da dieta de celíacos. De uma forma geral, o alimento além de muito nutritivo é ideal tanto para crianças quanto para adolescentes, adultos e idosos.

A quantidade e o horário para comer os ovos pode variar de acordo com o objetivo de cada dieta e a individualidade de cada organismo. O consumo exagerado desse alimento pode ser prejudicial para os pacientes com colesterol alto, obesos e hipertensos.

Mesmo sendo possível seguir alguns parâmetros como base, o ideal é sempre ter um acompanhamento individualizado de um nutricionista.

Nutricionista,  formada pela Universidade de Caxias do Sul e pós-graduando em Nutrição Clínica pela Unisinos
@nutrisimoneprestes

Nutricionista Simone Prestes: Gelatina é saudável? Mito ou verdade?

A gelatina está acessível no mercado e tem seu público fiel que acredita estar fortalecendo pele, unhas e cabelos, graças ao colágeno presente em sua fórmula. O que não está claro para esses consumidores, é que a versão artificial da gelatina, a que encontramos nos supermercados, na verdade, apresenta muito mais prejuízos do que benefícios à saúde.

Essa gelatina, multicolor, tem em sua composição uma quantidade muito pequena e quase insignificante de colágeno e em contrapartida, uma quantidade bem significativa de açúcar, adoçantes, corantes e aromatizantes, além de outros ingredientes artificiais que podem desencadear alergias e irritações no estômago, entre outros danos ao organismo.

A versão DIET é ainda mais prejudicial pois pode desencadear um processo inflamatório o que aumenta o risco do aparecimento de resistência à insulina, que é a etapa inicial do diabetes e está associada a uma série de problemas como o aumento da gordura na região abdominal, compulsão alimentar e doenças cardiovasculares, por exemplo.

Eu costumo ensinar meus pacientes de consultório a ler rótulos dos alimentos consumidos. Vamos entender o rótulo da gelatina? Pode pegar uma caixinha para acompanhar comigo.

Ingredientes: açúcar, gelatina, sal, vitamina C, regulador de acidez citrato de sódio, acidulante ácido fumárico, aromatizante, edulcorantes artificiais (aspartame, ciclamato de sódio, acesulfame de potássio e sacarina sódica) e corantes artificiais (tartrazina e amarelo crepúsculo).

Vou traduzir tudo isso para você
– Açúcar: vem em primeiro lugar na descrição porque é o ingrediente em maior quantidade.

– Gelatina: é a proteína derivada dos ossos, pele e tendões de certos animais.

– Conservantes: vitamina C, regulador de acidez citrato de sódio, acidulante ácido fumárico

– Aromatizante: aditivo que vai dar sabor e aroma artificial

– Edulcorantes: são adoçantes adicionados com a intenção de reduzir o açúcar e as calorias, para enganar os bobos

– Corantes artificiais: dão cor e encantam os olhos

Ou seja, pela deficiência de proteína, a gelatina nunca ajudará na melhora da flacidez e ainda aumentará inflamação e piorará a pele, deixando-a mais envelhecida e com mais celulite pelo excesso de aditivos químicos.

Entretanto se você é fanático por gelatina e não pode ficar sem ela existem opções saudáveis são as de origem vegetal, extraídas de algas, como as feitas com agar-agar, incolor e sem sabor, para serem misturadas a sucos de frutas naturais e até em chás. A mais acessível é a incolor em pó que você encontra em qualquer mercado e pode se tornar uma gelatina colorida, saudável e deliciosa

Receitinha
Faça o suco da sua preferência e adicione a gelatina em pó incolor. Reserve na geladeira até obter a consistência e consuma. Uma dica legal é adicionar pedaços das frutas também, além de saborosa sua gelatina ficará bem linda.

Nutricionista,  formada pela Universidade de Caxias do Sul e pós-graduando em Nutrição Clínica pela Unisinos
@nutrisimoneprestes

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