Acontece Gramado

Não sou uma entendedora de futebol e nem de BBB, mas vou dar meus chutes! Assim como quando meu time começa a ter bons desempenhos nos campeonatos e eu começo a acompanhar, o mesmo acontece em relação ao BBB.

Os melhores desempenhos dos BBBs, para mim, sempre foram do Pedro Bial e neste tem sido do Tiago Leifert que eu também apreciava quando apresentava um programa de esportes, talvez daí a utilização do termo que intitula esta coluna.

Ignorante assumida em termos futebolísticos que sou, fui dar uma pesquisada e descobri que o Tiago foi impecável na comparação. Gol de letra.

Em tradução literal, “fair play” significa “jogo justo”. O conceito basicamente é, quando o jogador adversário não se aproveita de determinada situação para tirar vantagem no jogo e não se limita somente ao futebol mas abrange todos os esportes.

A origem deu-se nas primeiras Olimpíadas da era moderna, ainda em 1896, quando o idealizador dos jogos, o barão Pierre de Coubertin, utilizou esta expressão com o intuito de celebrar o espírito esportivo e olímpico. “O principal objetivo da vida não é a vitória, mas a luta” cita ele.

Bom, ao que parece, quando se trata de 1,5 milhões o espírito esportivo não conta muito, mesmo para quem, aparentemente, não precisaria tanto assim, pois já têm suas profissões consolidadas e com certo sucesso.

O participante Nego Di que saiu da casa com recorde de rejeição nas primeiras entrevistas que deu, após tomar conhecimento de tudo, declarou que as informações chegavam a ele de maneira distorcida.

Sem julgamentos sobre caráter e verdade de cada um, pois não me sinto tão possuidora deste poder de determinar quem está certo ou não (olha a Lumena aí genteee) e, também, por não ter ficado nada confortável quando fizeram o mesmo com o menino Lucas, mas fica aí um questionamento: “Se ele que estava na mesma casa, acordando e dormindo junto com todo mundo, recebeu a informação errada/distorcida, seríamos nós que recebemos?”

Como pisciana assumida que sou, fico aqui achando que em meio à essas discussões possamos vislumbrar algum movimento de autocrítica.
– No que esta pessoa tão odiada lembra a mim em algum momento?
– Será que eu mesma não tomei decisões erradas baseadas em informações equivocadas dadas por pessoas bem ou não bem-intencionadas, mas que eu confiava?
– Será que eu mesma, movida por um interesse pessoal, não vi que era hora de um fair play?

Somos apenas seres humanos tentando dar certo neste planeta, não sendo sacana com o outro ser humano já te faz uma pessoa que vale mais do que 1,5 milhões.

“Comecei a trabalhar aos 14 anos porque queria ser independente. Entrei na faculdade de Comércio Exterior, depois mudei para administração, mas pelo 5º semestre abandonei. Fiz Moda na Perestroika e atualmente curso Sociologia. Tenho apreciações diversas, interesso-me por assuntos variados e parei de tentar encaixar-me e passei a aceitar que sou assim, fora do padrão e movida pela paixão.”
Contato: [email protected]

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