Acontece Gramado

Um dos investigados pela Polícia Civil e afastado do cargo pela Justiça na manhã desta segunda-feira, Ângelo Sanches, é uma das referências do turismo nacional no último ano.

Além de Secretário de Turismo e Cultura de Canela ele foi eleito em março presidente da Associação Nacional dos Secretários e Dirigentes Municipais de Turismo (Anseditur), o mandato é até 2023.

Ângelo ocupa o cargo de Secretário de Turismo em Canela desde 2017, tendo sido mantido no cargo após a reeleição do prefeito Constantino Orsolin em 2020. Recentemente, em 18 de outubro, ele foi indicado entre os 100 mais poderosos do turismo brasileiro. Sanches recebeu a distinção no Palácio Tangará, em São Paulo, na 11ª edição do prêmio 100 + Poderosos do Turismo Panrotas Elo – Categoria Política.

Ângelo Sanches em recente premiação em SP. Créditos: Divulgação.

Na operação de hoje, chamada de Operação Caritas pela PC, Ângelo não foi preso e sim afastado de maneira cautelar por decisão judicial. O Acontece Gramado tenta contato com o secretário durante toda a manhã, mas até agora não obtivemos retorno.

A Prefeitura de Canela também não divulgou posicionamento sobre a prisão do secretário municipal de Obras, Luis Claudio da Silva, do interventor do Hospital de Caridade, Vilmar da Silva dos Santos, e sobre o afastamento do secretário municipal de Turismo, Angelo Sanches Thurler, o subsecretário de Obras, Osmar José Zangalli Bonetti, e Denis Roberto de O. de Souza, funcionário contratado como cargo em comissão na pasta de Obras. 

A informação é que uma reunião está ocorrendo na sede do Executivo neste momento e que um posicionamento oficial será divulgado a seguir.

Na coletiva de imprensa há pouco, o delegado Vladimir Medeiros de Canela destacou que: “Nós conseguimos apurar um complexo esquema de corrupção focado na Prefeitura Municipal, Secretaria de Obras, Secretaria de Turismo e Hospital de Caridade que hoje sofre intervenção do Executivo, na Câmara de Vereadores de Canela através do gabinete da presidência e no partido político dominante na cidades (MDB), além de algumas empresas de grande porte. Uma relação não republicana entre o alto escalão dos poderes (executivo e legislativo), com estas empresas”, contou o delegado canelense.

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