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Como retomar o Turismo e a Economia em Gramado sem negar a gravidade da situação

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Antes de começar a falar de retomada turística e econômica precisamos tratar a situação como ela realmente é! Negar a gravidade de tudo que vivemos nos últimos 15 dias é um erro.

Negar os problemas que Gramado e Canela possuem em encostas, as mais de mil pessoas desalojadas nos bairros dois municípios e as nove mortes de cidadãos gramadenses e canelenses seria tapar o sol com a peneira. Precisamos resolver estas questões para evitar mais mortes e situações caóticas em épocas de chuvas intensas que certamente se repetirão nos próximos anos.

Fica aqui na nossa solidariedade às famílias enlutadas de Maria de Moraes, José Alzemiro de Moraes, Kaique Andriel Ludvig Santos, Nitiele Ludvig, Silvio Antonio Pellicioli, Noeli da Rosa Duarte, Matilde Veronica Zimmermann, Rudimar BranchineJocemar Zimmermann Branchine.

Também negar os problemas sérios que temos de acesso terrestre e aéreo é um erro. Estes temas devem estar a frente da pauta econômica local nos próximos meses.

É louvável a iniciativa de todos gramadenses e canelenses que se uniram em voluntariado ajudando todo o Estado na última semana. Parabéns, foi lindo de ver e que esta rede solidária continue.

A retomada precisa ser planejada

Dito isso, chegou o momento de iniciar a retomada do Turismo e da Economia local. A previsão para a segunda quinzena é de pouca chuva e também temos um dos feriados mais importantes do ano no fim do mês: Corpus Christi no dia 30 de maio. Além disso, é a chegada da Temporada de Inverno.

Planejar a retomada turística precisa de organização e unição de todos. Créditos: Divulgação.

Mais de 90% das pessoas em Gramado e Canela dependem exclusivamente do Turismo para sobreviver. Além disso, centenas de moradores de Nova Petrópolis, Três Coroas, São Chico e Igrejinha também dependem da nossa economia e trabalham por aqui.

Algumas sugestões que penso ser importantes e que precisam ser planejadas imediatamente. Neste cenário, teremos, e contamos, com o protagonismo do secretário de Turismo de Gramado, Ricardo Bertolucci e do secretário de Turismo de Canela, Gilmar Ferreira, além dos prefeitos Nestor Tissot e Constantino Orsolin.

Ações sugeridas:

  • Uma campanha agressiva nacional para mostrar que a áreas turísticas de Gramado e Canela não foram afetadas pelas chuvas. Mostrando que restaurantes, hotéis, parques e principais atrativos gratuitos estão intactos e prontos para o recebimento.
  • Buscar uma solução para a questão do Aeroporto Salgado Filho. Trazer urgentemente voos de São Paulo ao Aeroporto de Caxias do Sul, e organizar uma opção de transfer viável e que caiba no bolso dos clientes e até mesmo subsidiado pelas empresas, os trazendo do Aeroporto de Caxias, e também do Aeroporto de Florianópolis, em segurança. Anunciar estas soluções imediatamente em campanha nacional. Precisamos ter força política também neste momento.
  • Trabalhar o turismo doméstico terrestre via Rota do Sol principalmente das regiões não afetadas. Motivar e trazer os turistas que moram no Litoral gaúcho, em Santa Catariana e no Paraná e que podem chegar a Gramado e Canela em segurança com seus carros.
  • Os empresários da cidade precisam se unir e tomar iniciativas que encorpem a reação do poder público e das Secretarias de Turismo para esta divulgação em massa. Sugiro uma pequena pausa de dois ou três meses nos investimentos das obras dos grandes hotéis, das grandes incorporadoras e a criação de um fundo empresarial focado na divulgação massiva do destino através da imprensa local (que tenha credibilidade para tal), imprensa estadual e nacional além de influencers com credibilidade e alcance regional e nacional. Ficar parado esperando a normalidade não vai funcionar!
  • As entidades locais relacionadas a turismo, gastronomia, hotelaria e afins precisam parar suas demandas secundárias e trabalhar em conjunto, exclusivamente focadas na retomada, com investimentos sérios e pesados.
  • Todo mundo precisa ser humilde e chamar para ajudar, os nossos grandes resposáveis pelo sucesso do turismo local: Marta Rossi, Pedro Bala, Rosa Helena Volk, Luciano Pecin, entre outros nomes. É hora de união.
  • Por fim, uma última sugestão. É hora de rever preços sim! Promoções em hospedagem, gastronomia, parques e atrativos são infalíveis na motivação e convencimento do turista para que decida sair de sua casa e vir ao destino.

    Quais são suas sugestões? Bora trabalhar junto! Contem conosco.

Jornalista – Editor e fundador dos canais Acontece Gramado
flavio@acontecegramado.com.br
Siga no Instagram: https://www.instagram.com/gramadoacontece/

13 respostas

  1. Falou tudo! Gramado está deixando de ser gramado por não estar mais nas mãos dos Gramadenses, nossas empresas, lojas, parques, hotéis e tudo mais que antes eram geridos por Gramadenses agora são de grandes empresas, multinacionais, que não estão nem aí para oque está acontecendo, simplesmente fecham as portas e esperam melhorar para depois abrir novamente. Quem vive aqui a mais de trinta anos vai entender oque eu estou falando.
    Nós que ainda temos nossos pequenos negócios aqui precisamos nos unir para trazer logo a retomada turística, nosso pão de cada dia depende exclusivamente disso!

    1. Tenho viagem marcada pra 29 de maio e não vou conseguir cancelar porq meu voo para Caxias do Sul, vai dá pra aproveitar nessa situação q tá? Tentei cancelar mais não compensa

      1. Também tenho passagem marcada para dia 13/06/24 ida São Paulo SP x Caxias do Sul RS e volta dia 20/06/24, estou pesando como chegar a Gramado RS com essas estradas danificadas. Para Caxias do Sul RS a Gol não reembolsa o valor pago, obrigando você viajar assim mesmo, sendo que eles não quer saber das estradas danificadas.

  2. Flávio! Todas as ações são importantes. Falar sobre elas não é erro, é fato. Todas as sugestões são válidas, nenhuma anula a outra.
    Vejo como proposta uma campanha apelativa sim, mas para o lado emocional. Depois do frisson dos 15 dias, a situação do RS não estará mais na mídia. Aos poucos será algo isolado na mídia, sem muita visibilidade. É preciso arregaçar as mangas agora, mostrar que a precisamos de mais uma doação: a presença do turista aqui. Que quando as águas baixarem, continuaremos dependendo de ajuda para se reerguer. Não acredito na redução de preço de valores, mas vislumbro uma promoção compre 1 e leve outro para produtos; combos para serviços. A realidade se não tivermos ajuda, será um mar de pessoas nas ruas, todavia em busca de empregos.

  3. Os próximos episódios climáticos não serão nos próximos anos, mas nos próximos meses. Tua proposta é importante e válida, mas pulou uma fase essencial: ações que garantam a segurança climática no município. O visitante precisa sentir que estará em segurança ao visitar o município, que os riscos estão bem dimensionados e as ações de prevenção e mitigação estão bem planejadas e em curso. Senão, fica parecendo que apenas limparam tudo e tocaram a vida. Mais do que uma retomada, tem que ser um processo de reavaliação e aprimoramento. Do contrário, nada terá sido aprendido neste triste episódio. Pensem nisso.

  4. Bem colocado Flávio, é preciso um conjunto de ações de porte para que a Cidade retome o mesmo nível de antes destas tragédias, todas as ações sugeridas são importantes mas acredito que a mais importante seja algo a muito discutido mas nunca resolvido, qual seja, uma melhor opção de aeroporto para atender Gramado e Canela, mais próximo, transfer mais barato e em menor tempo ! Talvez agora com a parada sem data pra retorno do Salgado Filho seja o momento mais oportuno para canalizar os recursos necessários para esta empreitada. Att.

  5. Considerando a necessidade de uma resposta imediata e coordenada, sugeriria também a criação de um programa de descontos ou benefícios para turistas que visitarem Gramado e Canela durante um período específico, além de investir em campanhas digitais segmentadas para atingir potenciais visitantes nas regiões próximas e em todo o país. Além disso, estabelecer parcerias com empresas de transporte para oferecer pacotes completos, incluindo passagens, hospedagem e atividades, pode atrair ainda mais turistas.

  6. Eu acredito que com a situação atual, várias providências que poderiam ou deveriam ser tomadas antes, agora deverão ser implementadas.
    Acredito que o cliente que gostaria de pura e simplesmente visitar as serras gauchas, já deveriam ser direcionados para o aeroporto de Caxias do Sul, que aliás nem sabia que existia.
    Muitas coisas são forçadas a acontecer através de tragédias desse tipo.
    Um exemplo típico é o da pandemia: quantas providências foram tomadas a partir do surgimento da doença COVID que poderiam ou deveriam ter sido tomadas antes.
    Parece que as tragédias “precisam” acontecer para que a lógica aconteça de repente.
    Mas enfim…

  7. Eu espero sinceramente que as cidades da Serra gaúcha, especialmente Gramado e Canela tenham mais consideração com os turistas, com os comerciantes e prestadores de serviço praticando preços mais acessíveis.
    Percebo que das vezes que fui aí, os preços muitas vezes eram muito elevados e não via tanta necessidade assim.
    Se essas cidades principais desejam que o turismo seja retomado de maneira bacana, é imprescindível que os turistas tenham possibilidades melhores em todos os setores e em todos os sentidos.
    Repetindo o que já falei agora há pouco: parece que precisa acontecer alguma tragédia para que as coisas lógicas e óbvias possam acontecer

  8. Na minha opinião a enchente só agravou o que já estava muito ruim! A economia já estava desgastada. Os altíssimos preços já estavam espantando os turistas a muito tempo.

  9. Tenho uma viagem com a esposa e filho de 7 anos agendada para 04 de agosto de 2024 e estou pensando seriamente em cancelar devido ao transtorno que será enfrentado nas estradas até gramado, o vôo seria pra o aeroporto Salgado Filho porém com a suspensão não sei qual será o destino que a Gol irá me optar, espero que as autoridades restabeleçam as vias que foram danificadas pelas chuvas o mais rápido possível pra que o turismo não afete a economia do Estado e principalmente as famílias que dependem dos trabalhos que o turismo gera.

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