Um grave incidente de segurança aérea foi registrado no Aeroporto de Canela, na Serra Gaúcha, no dia 30 de dezembro de 2025. Um trator invadiu a pista de pouso e decolagem no momento em que uma aeronave se aproximava para aterrissar, forçando o piloto a realizar uma manobra de emergência.
As imagens do flagrante só foram divulgadas nesta semana. ASSISTA AQUI.
O Incidente
Imagens captadas pelo aeroclube local detalham o risco: o condutor de um trator, a serviço da Infraero, entrou na área operacional para realizar a manutenção do gramado. No mesmo instante, um avião estava em fase final de aproximação. Ao perceber o veículo obstruindo a pista, o piloto arremeteu a aeronave imediatamente. O pouso seguro só foi possível em uma segunda tentativa, após a máquina agrícola deixar o local.

Falha nos Protocolos
A operação de veículos em áreas de pista exige o cumprimento de normas rigorosas de segurança. Entre os procedimentos obrigatórios estão:
- Publicação de Notam: Um aviso oficial aos aeronavegantes informando a suspensão de pousos e decolagens durante a intervenção.
- Supervisão Direta: A atividade deve ser monitorada pelo responsável pelo aeroporto, orientando o condutor a liberar a pista em caso de necessidade de pouso imediato.
Em nota, a Infraero informou que, após o ocorrido, o motorista envolvido foi substituído. Um novo profissional foi contratado e passou por treinamentos específicos para evitar que situações de incursão em pista voltem a acontecer.
Contexto e Segurança na Serra
O episódio acende um alerta sobre a infraestrutura aeroportuária da região, ocorrendo pouco mais de um ano após o trágico acidente em Gramado que vitimou 11 pessoas. Naquela ocasião, a queda do Piper Cheyenne, pilotado pelo empresário Luiz Cláudio Galeazzi, levantou debates sobre a falta de suporte técnico no terminal de Canela.
Atualmente, o aeroporto não conta com:
- Estação Meteorológica: Essencial para informar condições de visibilidade e teto.
- Torre de Controle: Responsável por autorizar pousos, decolagens e coordenar veículos em solo.
Sem esses recursos, a decisão final de operação permanece exclusivamente com o piloto, o que aumenta a vulnerabilidade do sistema em casos de falha de comunicação ou incursões inesperadas, como a registrada em dezembro.







