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Gramado Sedia Congresso Internacional inédito sobre Gestão de Desastres

Em um cenário de crescente urgência climática, a cidade de Gramado (RS) será o palco do Desastre 360 – 1º Seminário Internacional do Ciclo de Gestão de Desastres, que acontecerá nos dias 30 e 31 de outubro. O evento inédito reunirá especialistas nacionais e internacionais para debater e propor soluções integradas para todas as fases de um desastre: prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação.

A iniciativa surge como uma resposta direta ao agravamento da crise. Em 2024, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) emitiu uma média de 10 alertas por dia, totalizando 3.620 no ano. Os impactos econômicos também são alarmantes: apenas no primeiro semestre de 2025, o Brasil acumulou R$ 29 bilhões em perdas, representando 80% do total da América Latina, segundo a consultoria Aon. Dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM) revelam que 95% das cidades brasileiras já foram atingidas ao menos uma vez por um desastre na última década, somando prejuízos que ultrapassam os R$ 732 bilhões.

Diante desses números, a necessidade de ação é imediata. “Para todos que estão em uma área de risco, cada vez que uma sirene é acionada, não há tempo para se perguntar sobre os possíveis impactos da mudança climática. É uma questão de sobrevivência”, afirma Léo Farah, cofundador da ONG HUMUS e capitão da reserva do Corpo de Bombeiros de MG.

O seminário, coordenado pela HUMUS em parceria com a Prefeitura e a Defesa Civil de Gramado, busca aproximar poder público, setor privado, instituições sociais e imprensa para construir um diálogo unificado. A proposta é abordar o ciclo de desastres de forma completa, destacando que as ações pós-evento são apenas uma parte da solução.

“Um desastre não termina quando a água baixa ou o incêndio é controlado. Muitos problemas permanecem ou surgem semanas depois, quando a ajuda diminui”, reforça Farah. “Por isso, é fundamental conhecer todo o ciclo para avaliar como cada pessoa e organização pode ajudar durante a emergência, mas também depois e, principalmente, antes.”

A programação do evento contará com nomes de peso, como Kazuaki Komazawa, que trará a vasta experiência do Japão em prevenção; Sergio da Silva, que compartilhará um panorama das ações da ONU em desastres globais; e Regina Alvalá, diretora do Cemaden, que abordará as iniciativas para a redução de riscos. Outros temas incluem a capacitação de profissionais, técnicas de resgate de animais, estruturação de hospitais de campanha e os efeitos pós-traumáticos nos agentes de resposta.

O objetivo do Desastre 360 é se tornar um marco, incentivando uma mudança cultural na forma como a sociedade lida com a temática. “Falar de desastres não causa desastres. Ao contrário, é fundamental compreender seu conceito para que toda organização e qualquer cidadão tenha a responsabilidade de saber e agir antes que aconteça”, conclui a organização.

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