O consórcio liderado pela construtora Artec SA, com sede em Brasília, alcançou a melhor classificação na licitação para a construção do futuro Aeroporto Regional da Serra Gaúcha, no distrito de Vila Oliva, em Caxias do Sul. A pontuação das cinco candidatas pré-habilitadas foi divulgada pela Central de Licitações (Cenlic) na manhã desta terça-feira (17).
Além da Artec, o grupo vencedor desta etapa é composto pelas empresas Eterc Engenharia Ltda (DF) e Boqueirão Desmonte em Rocha (RS). O consórcio obteve nota 73 no quesito técnico e 100 em relação ao preço, resultando em uma média final de 81,10. A proposta financeira apresentada foi de R$ 145,7 milhões, valor ligeiramente inferior aos R$ 146,3 milhões orçados inicialmente.

Classificação e critérios técnicos
A segunda colocação ficou com o consórcio liderado pela Terracom Construções Ltda (SP), que incluiu a RGS Engenharia (RS) e a Talude Construções (SP). Embora o grupo tenha ofertado o menor preço da licitação — aproximadamente R$ 143 milhões —, a nota técnica de 72,5 pesou no resultado, deixando o grupo com uma média final de 80,75.
Em terceiro lugar figurou a gaúcha Porto Beton SA, com pontuação de 51,46. As empresas Conserva de Estradas Ltda (MG) e REM Construções Ltda (RS) foram desclassificadas por não atingirem os requisitos mínimos ou apresentarem valores excessivamente acima do orçamento.
Próximos passos e prazos
A confirmação oficial da vencedora ainda depende do prazo para recursos e da análise da documentação complementar. O secretário municipal de Planejamento, Marcus Vinicius Caberlon, estima que esta fase seja resolvida em cerca de uma semana. Após a homologação municipal, o resultado deve ser referendado pela Secretaria de Aviação Civil (SAC) do Ministério de Portos e Aeroportos para que o contrato seja assinado.
A expectativa da prefeitura de Caxias do Sul é que a ordem de início das obras seja emitida ainda no primeiro semestre de 2026. A primeira etapa, focada na infraestrutura do “Lado Ar” (pista de pouso e decolagem, taxiway e pátio de aeronaves), tem prazo de execução previsto de 24 a 36 meses.
Viabilidade financeira e operacional
O projeto conta com recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com um teto de investimento de aproximadamente R$ 200 milhões para esta fase inicial. Apesar de a Construtora Artec SA estar em recuperação judicial desde 2019, a legislação vigente permite que a empresa participe de certames e assine contratos públicos, desde que comprove viabilidade financeira.
A união de forças em consórcios é vista de forma positiva pela administração municipal, pois permite a soma de especialidades técnicas, o que pode reduzir riscos de atrasos em uma obra estratégica para a logística e o turismo da Serra Gaúcha.









Isso é uma vergonha! Onde estão as empresas gaúchas para fazer acontecer. Empresas de fora estão ganhando importantes licitações q deveria ser de empresas gaúchas.
Esse Aeroporto já era para estar funcionando desde 2023. Tudo andando em passos de TARTARUGA. Td indica q vai + 10 anos.