Segundo dados recentes da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz), a região das Hortênsias registrou a cesta básica mais cara do Rio Grande do Sul em dezembro de 2025, com um preço médio de R$ 310,46.
O valor coloca cidades como Gramado, Canela e Nova Petrópolis significativamente acima da média estadual, que ficou em R$ 291,21. No outro extremo do ranking, a região do Jacuí Centro apresentou o alívio mais expressivo para o bolso do consumidor, com o menor preço médio do estado: R$ 272,22.

O impacto por faixa de renda
Para além da geografia dos preços, o estudo da Sefaz trouxe um recorte inédito sobre como a inflação dos alimentos atinge diferentes classes sociais. A boa notícia é que, de forma geral, os itens básicos ficaram mais baratos, mas esse benefício não foi distribuído de forma igualitária.
As famílias de menor renda foram as mais favorecidas pela deflação. Isso ocorre porque produtos essenciais que compõem a base da pirâmide de consumo, como o arroz, registraram queda de preço.
“O benefício é maior para os grupos com menor renda, porque esses itens são mais importantes para essas faixas do que para as outras”, explica Giovanni Padilha, subsecretário adjunto da Receita Estadual.
Radiografia dos preços
Enquanto quem ganha até dois salários mínimos viu uma redução de 2,12% na inflação dos alimentos, a classe alta (entre 10 e 15 salários mínimos) seguiu a tendência oposta, enfrentando uma alta de 0,71%. O grande vilão do mês foi o café moído, que subiu em todas as faixas de renda, seguido pelo chocolate em tablete e o mamão.
O comportamento dos preços no último mês foi marcado por contrastes entre o essencial e o supérfluo. O café moído consolidou-se como o principal vilão da inflação alimentar, registrando uma alta de +0,90% na média geral e chegando a impactar em +1,39% o orçamento das famílias de menor poder aquisitivo. Além do grão, outros itens como chocolate em tablete, mamão, refrigerante de cola e banana também pressionaram os índices para cima. Por outro lado, a queda no preço de produtos fundamentais, como o arroz, trouxe um alívio desproporcionalmente positivo para os grupos que recebem até dois salários mínimos — que viram uma deflação de 2,12% —, enquanto o segmento de maior renda (acima de dez salários) foi o único a enfrentar uma alta real de 0,71% em sua cesta de consumo.
Ranking das cestas básicas por região (Dezembro):
| Região | Preço Médio |
| Hortênsias (Mais cara) | R$ 310,46 |
| Litoral | R$ 307,04 |
| Serra | R$ 304,04 |
| Média Rio Grande do Sul | R$ 291,21 |
| Jacuí Centro (Mais barata) | R$ 272,22 |
As sete cidades que compõem a região das Hortênsias neste levantamento são: Cambará do Sul, Canela, Gramado, Jaquirana, Nova Petrópolis, Picada Café e São Francisco de Paula.






