No próximo dia 21 de agosto de 2026, a Liga Feminina de Combate ao Câncer de Gramado celebra 50 anos de uma trajetória ininterrupta dedicada ao amparo de pacientes oncológicos. Fundada em 1976, a instituição consolidou-se como o braço direito da comunidade carente, oferecendo desde auxílio material e transporte para tratamentos de quimioterapia até suporte emocional e psicológico especializado. Operando integralmente através do trabalho voluntário e de doações, a “Liga”, como é carinhosamente chamada, transformou a “Casa Rosa” no epicentro da solidariedade gramadense.
O papel e as diretrizes de ação
O papel fundamental da Liga é garantir que o diagnóstico de câncer não seja enfrentado com desamparo. Suas diretrizes de ação são claras e rigorosamente seguidas conforme seu Estatuto Social:
- Assistência direta: fornecimento de medicamentos não disponíveis na rede pública, fraldas geriátricas, bolsas de colostomia e alimentação especial.
- Logística de saúde: auxílio transporte para garantir que nenhum paciente desista do tratamento por falta de locomoção.
- Educação e prevenção: realização de palestras em empresas e eventos como o “Outubro Rosa” para conscientização sobre o diagnóstico precoce.
- Suporte multidisciplinar: atendimento psicológico e nutricional gratuito para portadores e seus familiares, além de auxílio em higiene pessoal.
Gestão e histórico
A trajetória da Liga é marcada pela sucessão de mulheres que dedicaram seu tempo ao voluntariado. De acordo com as atas históricas (1976-2026), a entidade foi conduzida por presidentes em gestões bienais, incluindo nomes como Ermida Zatti Perine (fundadora em 1976), Diva Masotti, Therezinha Petersen de Calazans, Irma Bertolucci Peccin, Adarly Remor Raymundi, Valesca de Calazans Perine, Iracema Pazetto, Terezinha Dináh Parmeguiani e, atualmente, Nelsi Salvador, sob cuja liderança a entidade celebra seu cinquentenário e a modernização estatutária.
A atual diretoria, eleita para o biênio 2025-2027, conta com:
- Presidente: Nelsi Salvador
- Vice-presidente: Márcia Figueira Jucá
- 1ª secretária: Maiara Parmegiani
- 2ª secretária: Alexandra Billis Menezes Masotti
- 1ª tesoureira: Clair Tisott Teixeira
- 2ª tesoureira: Natalia Fries Tegner
- Diretora social: Angelita Foss Ecker
- Conselho deliberativo: Presidido por Diva Maria Masotti
O resgate do legado: Liga celebra 50 anos com time de embaixadoras
Em comemoração ao seu cinquentenário, a entidade apresenta um time muito especial de embaixadoras. O grupo é composto por uma emocionante mistura de gerações, trazendo nomes como a primeira-dama Jandira Tissot, Cátia Vechio, Cris Bordin e Lu Reck, ao lado de filhas e netas das ex-presidentes e fundadoras.
A proposta é honrar a trajetória de mulheres fortes que dedicaram suas vidas ao voluntariado. Como primeiras embaixadoras oficiais, elas assumem a missão de espalhar a mensagem do evento em suas redes sociais e, na grande noite do jantar, dar as boas-vindas e recepcionar os convidados.
As embaixadoras são: Alexandra Masotti, Ana Rita de Calazans Perini, Bibiana Almeida, Carla Pazetto, Cátia Veccio, Cris Bordin, Jandira Tissot, Lu Reck, Maiara Parmegiane, Maria Carolina Perini Ghelen, Martina Volk, Valentina Peccin e Victoria Raymundi.

Compromisso com a transparência
Toda a verba arrecadada através de eventos tradicionais, como o Chá da Solidariedade, o Leilão Beneficente e o Brechó da Casinha Rosa, é integralmente revertida para o auxílio aos necessitados. A entidade mantém-se como uma instituição civil sem fins lucrativos, cujas contas são anualmente aprovadas pelo Conselho Deliberativo e pela Assembleia Geral. A entidade recebe, além dos eventos beneficentes, emendas parlamentares municipais, estaduais e federais, bem como doações da comunidade.
Informações de serviço
- Festa de 50 anos: Jantar baile “Homens na Cozinha”, no dia 7 de novembro de 2026, na Sociedade Recreio Gramadense. Convites com as voluntárias e embaixadoras.
- Sede: Rua Leopoldo Rosenfeld, 818 (Casas 209/210 – Casa Rosa), Vila Joaquina.
- Atendimento aos pacientes: Terças-feiras, das 13h30 às 15h30.
- Brechó: Quartas e quintas-feiras, das 13h30 às 16h30, na Casa Rosa (junto ao Centro de Cultura de Gramado).
- Contatos: (54) 99124-5254, (54) 99701-8379, (54) 99981-8112.
- E-mail: [email protected]
Depmentos das embaixadoras
- Cátia Vecchio: “Para mim, ser voluntário é oferecer o que temos de mais valioso: nosso tempo, nossa presença e nosso coração. É acreditar que um gesto de acolhimento, uma palavra de esperança ou uma mão estendida podem transformar a vida de tantos pacientes carentes que sofrem com o câncer”.
- Bibiana de Calazans Perine de Almeida: “A Liga é feita de mulheres fortes e dedicadas, que acolhem pacientes e familiares não apenas financeiramente, mas também emocionalmente. É admirável como, ao longo de cinco décadas, a instituição se manteve fiel ao seu propósito”.
- Maiara Parmegiani: “O voluntariado é uma forma de transformar carinho em ação”.
- Ana Rita de Calazans Perine: “O voluntariado da Liga é um exemplo vivo de como o acolhimento digno, que respeita trajetórias singulares e vidas únicas, gera pertencimento e fortalece vínculos. É um bálsamo que espalha delicadeza e poesia mesmo nas travessias mais difíceis”.
- Victoria Raymundi: “O maior legado da nossa Liga é provar que a solidariedade transforma vidas; cada abraço, evento e campanha levou acolhimento, esperança e dignidade a quem enfrentava a doença”.
- Jandira Wiltgen Tissot: “Mais do que uma homenagem, vejo este papel como uma oportunidade de fortalecer o acolhimento e dar ainda mais voz às causas que transformam vidas na ponta. Doar tempo é construir perspectivas”.
- Cris Bordin: “Ser voluntário é doar tempo, carinho e esperança; cada gesto, por menor que pareça, faz a diferença na vida de quem enfrenta o câncer”.
- Valentina Meirose Peccin: “Em tempos de desinformação, a Liga realiza um trabalho que pode parecer básico, mas é primordial: garantir que a informação correta e a assistência necessária no combate ao câncer cheguem a quem precisa”.
- Luciana Reck: “A Liga se tornou símbolo de união e de esperança, mostrando que a mobilização da comunidade pode transformar realidades e levar mais dignidade a quem precisa”.
- Maria Carolina Perine Gehlen: “Que nós, mulheres de hoje, possamos seguir os passos das nossas antepassadas nessa jornada de união, empatia e amor ao próximo”.
- Martina Avila Volk: “O verdadeiro espírito do voluntariado está em cuidar sem esperar nada em troca, em transformar compaixão em ação e em fazer do amor ao próximo um compromisso diário”.
- Carla de Oliveira Pazetto: “O voluntariado é um gesto de amor que transforma vidas. Cada atitude, por menor que pareça, pode levar acolhimento, esperança e conforto a quem mais precisa”.













