A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio das delegacias de Gramado e de Canela, deflagrou, na tarde desta quarta-feira (15), uma operação conjunta para desarticular um esquema de venda irregular de medicamentos voltados ao emagrecimento. A ação focou especialmente na comercialização clandestina das conhecidas “canetas emagrecedoras”.
A ofensiva resultou no cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão. Os alvos foram sete clínicas de estética, sendo quatro em Gramado e três em Canela, além de outros quatro endereços vinculados aos proprietários e responsáveis pelos estabelecimentos.

As investigações começaram após o recebimento de denúncias nas delegacias locais, apontando que os estabelecimentos operavam à margem da legislação sanitária. Com a autorização do Poder Judiciário, a operação mobilizou 14 policiais civis das delegacias de Gramado e Canela, com apoio de agentes de São Francisco de Paula e Nova Petrópolis.
A ação contou ainda com o trabalho fundamental de fiscais das secretarias municipais de saúde e da vigilância sanitária de Gramado e Canela. Durante as diligências, as equipes recolheram uma quantidade considerável de medicamentos, além de seringas, agulhas, receituários e documentos que agora passam por análise pericial.
Riscos à saúde
O delegado Vladimir Medeiros, titular da Delegacia de Polícia de Canela, reforçou o perigo da aquisição desses produtos sem procedência e sem orientação técnica. “Medicamentos para emagrecimento, especialmente as chamadas canetas emagrecedoras, somente devem ser utilizados mediante prescrição e acompanhamento médico. A aplicação por pessoas não habilitadas coloca em risco a vida dos pacientes”, alertou.
A delegada Fernanda Aranha, titular da Delegacia de Polícia de Gramado, destacou a importância da colaboração da sociedade. “As denúncias recebidas foram fundamentais para o início dos trabalhos. A atuação integrada entre as forças de segurança e a vigilância sanitária reafirma nosso compromisso com a proteção da saúde pública”, pontuou.
A Polícia Civil alerta que a comercialização e aplicação de substâncias sem autorização legal configura crimes graves, com penas que podem chegar a 15 anos de reclusão. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e determinar as responsabilidades criminais dos investigados.













