Após um período de incertezas e mobilização da comunidade acadêmica, a Prefeitura de Gramado e a União Gramadense de Estudantes (UGE) chegaram a um consenso oficial sobre o custeio do transporte para universidades da região. O encontro, realizado no Paço Municipal com a presença do prefeito Nestor Tissot, do vice Luia Barbacovi e da secretária de Educação Simone Tomazelli Andreis, definiu os novos rumos do benefício que atende cerca de 600 estudantes.

O contexto da mudança
Historicamente, o transporte universitário em Gramado era subsidiado integralmente pelo poder público, sem custos diretos para os alunos. No entanto, para o ano letivo de 2026, o cenário apresentou desafios financeiros: com uma projeção de investimento necessária de R$ 2,2 milhões, o Executivo Municipal alegou a necessidade de readequar o repasse devido ao alto custo de investimentos obrigatórios em outras áreas da cidade.
O anúncio inicial de que o subsídio integral seria interrompido gerou forte mobilização nas redes sociais, com relatos de estudantes mencionando o risco de taxas mensais de até R$ 150,00. Diante do impasse, o diálogo entre a prefeitura e a UGE foi intensificado para evitar que os custos inviabilizassem a continuidade dos estudos para os jovens gramadenses.
O que muda com o acordo
O entendimento selado nesta semana estabelece um modelo de co-participação. Em vez da gratuidade total ou de mensalidades elevadas, as partes entraram em um consenso sobre uma taxa fixa semestral. Confira os detalhes do que muda na prática:
- Modelo Anterior: Subsídio integral (custo zero para o estudante).
- Novo Modelo (Acordo 2026): Contrapartida de R$ 300,00 por semestre para cada universitário (o equivalente a R$ 50,00 por mês dentro do período letivo).
- Otimização de Custos: A UGE apresentou um estudo técnico para a readequação de rotas, visando reduzir os gastos operacionais da prefeitura e garantir a eficiência do serviço.
Compromisso com o futuro
O prefeito Nestor Tissot frisou que a medida é temporária e necessária para o equilíbrio das contas públicas neste momento. “Foi o nosso governo que instituiu este benefício e sabemos da importância deste serviço. Esta readequação será por um período e para o próximo ano vamos reavaliar as contas novamente”, afirmou.
Para a vice-presidente da UGE, Anna Hanel, o resultado da negociação foi positivo. Segundo a líder estudantil, o valor de R$ 300,00 por semestre foi considerado justo e viável para manter o transporte ativo. Com o acordo, o governo municipal reafirma que continuará aportando a maior parte dos recursos, buscando retomar a totalidade do pagamento assim que a situação orçamentária permitir.






