Um dos sabores mais emblemáticos da Serra Gaúcha deu o primeiro passo oficial para ser eternizado na história de Gramado. Na manhã desta terça-feira, 12 de maio, durante a Festa da Colônia, uma reunião técnica reuniu as secretarias de Turismo, Cultura e Agricultura, a Emater e representantes dos tradicionais fornos coloniais do Centro e da Várzea Grande para discutir a transformação do pão com linguiça em Patrimônio Cultural Imaterial do município.
O encontro selou uma cooperação inédita entre diferentes setores da administração pública e produtores. O objetivo é criar um dossiê técnico robusto, que incluirá um levantamento histórico profundo e depoimentos de famílias que mantêm viva a tradição. Mais do que um lanche popular em feiras e eventos, o pão com linguiça é visto como um símbolo da hospitalidade local e do “saber-fazer” das comunidades do interior.

A receita da tradição: como é feito o pão com linguiça
O segredo do sucesso está na simplicidade e no frescor dos ingredientes. Para quem deseja reproduzir essa iguaria em casa, os produtores compartilham as proporções ideais para um rendimento de um pão sovado grande (ou oito unidades menores).
Ingredientes
- 1 kg de farinha de trigo
- 2 colheres de chá (rasas) de fermento biológico seco
- 2 colheres de sopa de açúcar
- 1 colher de sopa (rasa) de sal
- 2 colheres de gordura (azeite ou gordura animal)
- 1 colher de sopa de margarina
- 1 ovo
- ½ copo de água em temperatura ambiente
- 500 g de linguiça (a gosto)
Modo de preparo
- A massa: Em um recipiente, misture os secos. Adicione os ingredientes molhados e amasse. O truque é colocar a água aos poucos até a massa desgrudar do fundo. Deixe descansar por 15 minutos até crescer.
- O recheio: Enquanto a massa descansa, descasque e triture a linguiça de sua preferência.
- Montagem: Abra a massa com um rolo e corte-a no tamanho desejado. Espalhe a linguiça e enrole como um rocambole, garantindo que o recheio fique bem protegido.
- No forno: Asse em forno pré-aquecido a 180°C por cerca de 15 minutos ou até dourar.
Com o início deste processo de patrimonialização, Gramado reafirma seu compromisso em proteger a herança dos colonos alemães, italianos e luso-açorianos, garantindo que o aroma dos fornos coloniais continue a guiar turistas e moradores pelas próximas gerações.







