A conta da reconstrução na Região das Hortênsias e arredores começa a ganhar números definitivos. Um levantamento detalhado do Acontece Gramado, com números exclusivos dos repasses do Governo Federal, revela que seis municípios da região — Canela, Gramado, Nova Petrópolis, Picada Café, São Francisco de Paula e Três Coroas — somam, juntos, um aporte de R$ 759,3 milhões. O recurso é uma combinação de transferências diretas, créditos subsidiados e auxílios emergenciais destinados a estancar as perdas causadas pelos eventos climáticos.
O mapa do investimento
A distribuição dos valores não foi uniforme, seguindo critérios de danos reportados e densidade populacional. Gramado concentra a maior fatia do recurso, com R$ 251,9 milhões, seguida de perto por Três Coroas, que recebe R$ 200,9 milhões.
Abaixo, o detalhamento do “cheque” federal por localidade:
- Gramado: R$ 251,9 milhões
- Três Coroas: R$ 200,9 milhões
- Nova Petrópolis: R$ 130,3 milhões
- Canela: R$ 121 milhões
- São Francisco de Paula: R$ 33,2 milhões
- Picada Café: R$ 21,9 milhões

Da casa própria ao caixa das empresas
Mais do que números em uma planilha, o investimento se traduz em ações que tentam devolver a normalidade ao cotidiano serrano. No campo social, o Auxílio-Reconstrução e a construção de novas unidades do Minha Casa, Minha Vida tentam resolver o déficit habitacional gerado pelos deslizamentos e enchentes.
Para o setor econômico, o foco é a sobrevivência do CNPJ. O pacote inclui o Pronampe Solidário e créditos via BNDES, ferramentas vitais para o comércio e o turismo, motores da região. No interior, os produtores rurais contam com o PRONAF e descontos concedidos para evitar o colapso da produção agrícola.

O desafio da infraestrutura municipal
As prefeituras também receberam fôlego extra. Além de uma parcela adicional do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), os recursos estão sendo canalizados para a reforma de escolas (via PDDE) e o reequipamento de postos de saúde e hospitais filantrópicos. Na ponta da Defesa Civil, o dinheiro financia planos de trabalho para o restabelecimento de vias e contenção de encostas, áreas críticas para a mobilidade entre as cidades turísticas.
O volume de recursos, que ultrapassa a casa dos três quartos de bilhão de reais, é visto como o principal pilar para que a Região das Hortênsias recupere sua capacidade plena de operação antes das próximas altas temporadas.

















