Os depoimentos colhidos pela Polícia Civil de Três Coroas trazem detalhes cronológicos sobre o comportamento de José Carlos Almeida Bessa, de 42 anos, nas horas que antecederam a colisão na RS-115. Relatos da proprietária de um bar e de um segurança de uma casa noturna reforçam a tese de que o condutor apresentava sinais claros de embriaguez antes de atingir o grupo de ciclistas no último sábado (21).
O consumo de bebida em bar local
De acordo com o depoimento da dona de um estabelecimento localizado no bairro Lança, o motorista chegou ao local por volta da 1h da manhã. Ela relatou aos investigadores que Bessa já apresentava sinais de ingestão de álcool ao estacionar seu Fiat Palio.
A testemunha afirmou que o homem permaneceu no bar por cerca de três horas, consumindo cerveja continuamente. Ele teria deixado o local por volta das 04h24. Ainda, segundo relatos já coletados pela polícia, o acusado se dirigiu para uma noate no limite de Igrejinha com Taquara, local onde ficou até as 05h24, quando saiu novamente dirigindo em direção a Três Coroas.
Relato de direção perigosa em boate
A investigação também contou com o depoimento de um segurança de uma boate situada às margens da rodovia. Ele afirmou ter avistado o veículo de Bessa momentos antes do atropelamento. Segundo o profissional, o motorista saiu do pátio do estabelecimento dirigindo em zigue-zague, invadindo a pista de forma perigosa e demonstrando falta de controle sobre o automóvel.
Minutos após esse relato, por volta das 5h37min, o veículo invadiu o acostamento no quilômetro 20 da rodovia, atingindo as vítimas.

Contexto da tragédia e situação jurídica
O atropelamento resultou na morte de três ciclistas: Clarissa Felipetti, 38 anos, seu marido Isac Emanuel Ribeiro da Silva, 35, e Fernanda Mikaella da Silva Barros, 35. As duas mulheres faleceram no local, enquanto Isac teve a morte confirmada após ser socorrido em estado grave.
O delegado Ivanir Caliari, responsável pelo caso, destacou pontos fundamentais da investigação:
- Fuga e Prisão: O motorista fugiu sem prestar socorro, mas foi localizado em casa pela Brigada Militar horas depois.
- Embriaguez Confirmada: O teste do etilômetro realizado no momento da prisão apontou 0,61 mg/l, índice muito superior ao limite legal.
- Falta de Habilitação: Foi confirmado que José Carlos não possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
O suspeito teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e responde por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar.
















