Colunas

Estreia Maritania Oliveira: aprenda a ter sua rotina skincare

Você já ouviu falar da rotina skincare? Este é o momento para limpar, hidratar e proteger sua pele, mas também pode se tornar aquele tempo de autocuidado e autoestima.

Quer montar uma rotina de beleza para cuidar da pele, mas não tem ideia de como começar? Vou te ajudar! A verdade é que, além de essencial para a saúde e bem-estar da sua pele, estar com a pele bem cuidada aumenta, e muito, a autoestima de mulheres e homens.

Pensando no dia a dia corrido dos homens e mulheres de negócios, onde tempo é um item escasso, criei uma lista de hábitos bem simples, que poderão te auxiliar nos cuidados essenciais. Isso não significa que você precisa gastar todo o seu dinheiro em cosmético, nem separar muitas horas do seu dia. A ideia é criar o hábito de forma simples e com resultados expressivos, com o mínimo de tempo possível!

A dica é escolher uma linha que tenha produtos com mais de uma função, por exemplo, um 4/1, que limpe, microesfolie, tonifique e restaure as propriedades naturais da pele. Deixe sempre o produto de limpeza dentro do box (use-o assim que entrar no chuveiro), assim, fica mais fácil lembrar de usar os próximos passos.Vamos lá?

Rotina de beleza pela manhã
1- Limpar, microesfoliar, tonificar e restaurar;
2- Hidratar a pele, seja ela mista oleosa ou normal a seca;
3- Cuidados específicos para a região dos olhos;
Rotina de beleza à noite
1- Limpar, microesfoliar, tonificar e restaurar;
2- Hidratar com hidratante específico para a noite.

Lembrete importante: esfoliação somente poderá ser feita de duas a três vezes na semana, diferente da microesfoliação, que deve ser diária. Costumo dizer que não usamos o sabonete do corpo para lavar os cabelos, cada parte de nosso corpo precisa de cuidados específicos.   

Gente, a cada coluna vou gravar para vocês um vídeo de apoio com o passo a passo para que possam entender melhor os processos. Clique e assista as dicas de hoje para sua  rotina skincare!


Consultora de Beleza e Diretora Mary Kay

Estreia Marcela Muttoni: Desci de um foguete!

Para ouvir enquanto lê:  Busque a música – “Alô, Alô Marciano – Elis Regina e Rita Lee”

Assunto: Carta para quem receber ai de (casa)

Endereço: em alguma coordenada geográfica desconhecida  – de uma das galáxias do universo

“O planeta Terra (casa)  está localizado no Sistema Solar que, juntamente com mais de 100 bilhões de estrelas, formam a nossa galáxia, a Via Láctea. A nossa galáxia faz parte de um pequeno aglomerado de galáxias chamado Grupo Local, que por sua vez faz parte de uma região gigantesca em que há maior condensação de galáxias e de aglomerados de galáxias, chamado de Superaglomerado Local. Esse, por sua vez, juntamente com os demais superaglomerados de galáxias e os vazios, contendo, portanto, toda a matéria e a energia existentes, formam o Universo, onde estou agora”

Desci de uma nave após alguns dias em órbita sideral. Não sei exatamente há quanto tempo eu perdi a consciência, só sei que já fazem alguns anos, pois noto, pelas minhas mãos, que o tempo passou. Minhas últimas memórias são de muita confusão. Sinto que envelheci, sinto que o tempo passou, mas eu, não vi.

Lembro que nos últimos tempos em (casa), era uma pessoa falando mais alto que o outro. Falar mais alto, ter razão, era muito importante. Um tinha mais razão que o outro e quando não  a tinha, virava as costas e falava que estava certo,  não nos olhos de quem discordava, mas por palavras enviadas através de aparelhos tecnológicos.

Muitos maldiziam do outro, mesmo que fosse do mesmo clã familiar. As pessoas do mundo, batendo boca, batendo a cara. Bater –  era uma forma de dizer, com figura de linguagem que éramos violentos, na forma como mostrávamos o que sentíamos. Todo mundo se batendo, se empurrando, não era fisicamente, aliás,  tínhamos pouco contato físico, era um aglomerado de cansaço emocional. Como animais em fuga em um espaço pequeno onde somente alguns vão passar,  de algum filme do século passado. Aliás, essa história parece que já conheço, ela se repetiu nos outros séculos que conheci em algum momento. Mas é essa a história que me lembro.

Nós estávamos sozinhos e nos violentávamos através de palavras, chingamentos e humilhações. Discordávamos ou concordávamos em grupos, os que pensavam como eu ou os que pensavam diferente de mim. E assim vivíamos divididos, precisando encontrar formas de salvar nossos trabalhos, fortalecer nossa família e viver em comunidade com alguma dignidade. Vivíamos em um mundo capitalista, e eu como a maioria compreendia que isso era justo, afinal alguns trabalham mais, outros não desejam trabalhar e isso fazia com que nossa vida transcorresse nesse código de “liberdade” interpelada pelos direitos e deveres como cidadãos, baseados nos rigores da lei e do estado. Lógico, havia acertos e também injustiças. Existiam desigualdades, má fé e maldade. Hoje, parece que isso não faz sentido, mas naquela época, para a maioria, fazia.

Mas, o que eu queria contar hoje é que estou num lugar que eu não sei onde é. Olho pro lado, tem alguns da minha espécie por aqui. Hoje não tem mais confusão, só silêncio e um profundo respeito.

Sabemos que temos que nos cuidar, pois só assim vamos nos proteger de forma individual e coletiva e sobreviver.  Cuidar, que palavra bonita. Há quanto tempo eu não pensava nela. Agora já não há mais muito a cuidar. Neste local que estamos não a nada. Algum tempo atrás, nós tínhamos certeza que se fosse “do meu jeito” tudo seria diferente. E agora que temos que recomeçar, me questiono: como as pessoas que foram pioneiras, fizeram?

Quanto trabalho. Quanto trabalho dá começar algo. Organizar as pessoa,  para que primeiro não se matem todos, depois que tenham respeito pela individualidade e pelo patrimônio alheio. Já sei, vamos ter que ter um Deus, por que quem serei eu para explicar isso pra toda essa gente. Aliás, logo teremos vários profetas, bruxas e deuses entre nós aqui também. Alguém terá que por ordem nessa “zona” toda.

E para comermos. Olho para o lado e não vejo água, nem rios, nem mar. Vejo um solo estéril. Teremos que trabalhar, plantar. Justo nós, que já produzíamos comida por moléculas, onde acharei sementes. Até para plantar algo precisarei desenvolver energia, fogo. Ferramentas, sem ter nem ideia de quais materiais melhor vão se adaptar. Aprender que não sabemos nada é esse nosso desafio neste momento.

Desde que desembarquei desse foguete, olho sem parar e daqui vejo uma bola azul, pairando longe de nós. Alguns do meu lado choram. Alguns estão em choque. Eu só consigo olhar e admirar. Nunca imaginei que viveria isso, e quem um dia imaginou?   Ver aquela bola azul que um dia chamamos de casa, que estava tudo tão pronto, que tinha um nome que fazia tanto sentido – Terra, a nossa (casa).  Agora estamos aqui num local que um dia sonhamos, em outra casa, longe da nossa e eu só consigo pensar, como que não vimos isso antes. Fecho os olhos com força.

Escuto um barulho. Abro os olhos, mas só vejo escuridão. Não vejo mais o planeta azul. Conheço esse som, me parece um som de mensagem de  WhatsApp. Sai tocando em tudo, não avisto mais meus colegas que choram. Estou sozinha. Acho o som e me dou conta que o aparelho está do lado de um grande móvel. Vejo uma pequena luminosidade.  

Olho para a luz que pisca e enxergo, 01/06/2020, 06:00 AM! Abaixo, a palavra soneca – por um instante suspiro aliviada e um sorriso preenche meu rosto. Abro bem os olhos e vejo pequenos raios de luz penetrando pelas cortinas.  Acordei! Salto da cama, sem apertar soneca, não há mais tempo a perder. Só viver e ACORDAR!


Crônicas e histórias cotidianas sensoriais
“Acredito que podemos ler, estimulando mais que um sentido. Por isso, em mais de 18 anos de profissão, me apaixonei pelo processo de escrever levando o leitor a usar além da visão, outros estímulos sensoriais. O dessa semana será – audição”. Boa viagem 🙂

Karen Dinnebier: Nina Simone e a coragem como ato de amor

“Você tem que aprender a levantar-se da mesa quando o amor não estiver mais sendo servido.” Aqui estou eu novamente, na ousadia de tentar falar com você e agora sobre esta frase da Nina Simone. Olha a ousadia, NINA SIMONE!!!

Tem documentário no Netflix e no Youtube (hoje a informação está na tua mão, use sem moderação), sobre ela que vale cada segundo, ainda mais se ainda tiveres empatia para entrar na história, será um encontro inesquecível. A maioria das mulheres vai se emocionar porque todas fomos Ninas Simones (este é o nome artístico dela, e o motivo pelo qual ela criou outro nome também é forte), o que não significa que os homens não possam se emocionar também, depende só do nível de empatia de cada um.

Estou escrevendo esta coluna ouvindo uma playlist dela, para que eu consiga beber na fonte e levantar esta pauta para ti, posso te dar várias dicas de música, tudo dela vale a pena.

Tive um professor de História que tinha um método de aula que vou tentar usá-lo agora. Nada mais do que pegar as partes e levantar a discussão. Espero que dê certo com vocês como deu comigo, na época.

“Você tem que aprender a levantar-se….” Vamos começar. Se quem está lendo conhece a história da Nina Simone, agora é a hora que aquela lágrima começa a querer aparecer. Já de cara ela está querendo coragem de você. E ela pode te exigir isso.

Como ter coragem¿ Como poderia inspirar coragem em alguém¿ Será que existe algum método para alguém absorvido pelo medo aprender¿
A descoberta da origem do nosso medo poderia ser uma primeira dose deste remédio. Autoconhecimento e autocrítica podem ser valiosos aliados, desde que bem dosados, lembremos que até água em excesso faz mal.

Seguindo: “…levantar-se da mesa quando o amor não estiver mais sendo servido.” O quanto você aguenta para pagar o aluguel, a faculdade e um chopp (no meu caso, taças de vinho) no fim de semana para fugir da realidade¿

O quanto de falta você aguenta na sua vida por migalhas de atenção¿ O quanto de desprezo você absorve para ter segundos de demonstração de carinho¿ Estou te provocando, porque ninguém, por mais bem resolvido em relação à coragem passa ileso por isso, sempre deixamos um tanto de sonho no caminho e sempre há dor.

Porém, por outro lado, é um ato de amor, não só porque nos libertamos, mas especialmente porque libertamos o outro. Não há amor sem reciprocidade, não há relação saudável em que você não se sinta especial e reconhecido, e você tem que aprender a levantar-se da mesa quando ele não estiver sendo servido.

E quando você fizer isso, vai tomar cada vez mais coragem.
Com amor, Karen.

P.S.: músicas que ouvi enquanto escrevia este texto:

  • Isn’t it a Pity,
  • Feeling Good,
  • Ain’t Got No, I Got Life,
  • I Put a Spell on You,
  • Just Say I Love Him e
  • How it Feels to be Free
Por Karen Dinnebier
“Comecei a trabalhar aos 14 anos porque queria ser independente. Entrei na faculdade de Comércio Exterior, depois mudei para administração, mas pelo 5º semestre abandonei. Fiz Moda na Perestroika e atualmente curso Sociologia. Tenho apreciações diversas, interesso-me por assuntos variados e parei de tentar encaixar-me e passei a aceitar que sou assim, fora do padrão e movida pela paixão.”
Contato: [email protected]

Estreia Jaison Remonti: Bem-vindos aos novos Anos 20!

Sempre admirei essa época, até da pronúncia “anos 20”, precisamente os do século passado. A era fascinante que ascendeu a cultura e outros tantos pontos relevantes ao mundo que hoje vivemos.

Podemos dizer que nossa região, Gramado e Canela, nasceu lá. Enquanto o mundo descobria a liberdade artística em sua mais verdadeira essência, com Chaplin dando vidas aos charmosos cinemas e o Gato Félix fazendo nascer as animações, a arte tomando espaço na rotina das cidades e o rádio chegando ao Brasil, a Serra Gaúcha vinha começando a dar os primeiros passos em direção ao sucesso.

Por aqui, praticamente um povoado recém habitado por imigrantes europeus e moradores dos arredores, João Corrêa e José Nicoletti já focavam seus olhares empreendedores e visionários para começar o que seria uma das regiões mais turísticas do Brasil, com qualidade, diferencial e alcances mundiais. Possivelmente inspirados pelo período promissor do mundo, os dois nortearam a região a sua vocação mesmo que não tivessem esse intuito direto. Era o começo de algo grande, capitaneado pela coragem de criar e além disso transformar o que já havia ali em algo espetacular e promissor. Deu certo.

Pois bem, os novos anos vinte chegaram, mas o glamour da época fascinante daquele tempo ainda não se fez tão presente, no lugar um clima pavoroso embalado por ares apocalípticos protagonizados por uma pandemia que assola de forma ainda sem precedentes a humanidade.

Sim, é triste, difícil e desafiador, mas a boa notícia é: a humanidade vai sobreviver( ao menos espero) e não, não é a primeira vez que um desastres desses ameaça a nossa existência. Possívelmente, você saiba das outras pandemias que devastaram o mundo de maneira ainda mais drástica, e ai começo a ligar minha linha de raciocínio que tematiza esse texto. Os anos 20, eram nada mais do que a ressaca de um período de trevas causado pela assustadora gripe espanhola.

SIM ! Que surja a vacina que acabará com essa pandemia e levante o período fascinante dos novos anos vinte. Mas que lá ( que será ali tão logo) tenhamos a capacidade de ter tirado dos períodos escuros o aprendizado e quebrado o gesso que nos mantém imóveis em uma uma zona de conforto limitada. Espero que nessa década saibamos que em tudo há mais possibilidades. Ainda que sim comovidos e abalados pelas nossas perdas, devemos ter a persistência para lutar por um mundo mais legal. Sim, legal, no sentido de ser melhor, mais divertido, mais justo.

É possível nos reinventarmos e cedermos. Por exemplo, eu mesmo notei ao longo desses últimos dias alguns consensos exigidos pelo período de quarentena que são perfeitamente cabíveis a era pós-pandemica. Os exemplos são vários, cargas horárias menores, para que possamos como região fornecer mais VIDA aos nossos colaboradores do turismo. Hoje sabemos que fechar um dia a cada quinze não vai quebrar o negócio de ninguém, muito menos diminuir uma hora de expediente para que os trabalhadores vejam o sol em um horário livre. Muitos países já fazem isso e tem resultados bons em suas produtividades.

Filas e aglomerações não são legais, vamos pensar em fornecer experiências de qualidade ao nosso visitante, há formas. Eventos são fundamentais para o nosso turismo, eles precisam ser mais expansivos(saudações desfiles a céu aberto) e transpor limites em todos os sentidos. O seguimento de evento híbrido é uma tendência e isso deve ser observado.

Porque não um consenso de Gramado e Canela para criar ao menos uma vez no ano um evento intermunicipal que potencialize a circulaçao e ocupação das duas cidades e utilização de suas estruturas em conjunto?

É fundamental uma política pública pulsante e corajosa que nos direcione nesse “novo mundo”, e ainda mais fundamental que ela seja atenta ao dinâmismo em que vivemos. Vai ser através dela que vamos abrir caminhos para criar alternativas. Que nos possibilite não só a luta por direitos, como as mulheres fizeram na passada década de 20, mas também a possibilidade de criar alternativas a tudo, inclusive a nossa econômia. Vivenciamos na prática a necessidade de termos uma segunda matriz econômica grande na região para não sermos tão drásticamente atingidos quando houver problemas no turismo.

Vamos olhar para o nosso passado, levantar questões e nos cobrar, mas com uma visão no futuro, estamos carentes disso. Em 1920, João Corrêa trazia uma ferrovia para Canela e Gramado (era quase impossível o fato de um trem subir uma serra tão íngreme). Mais de 100 anos depois, no auge da globalização, onde adventos como internet são comuns e o poder de compra de nossos investidores são abrangentes, ainda temos quase como irreal a possibilidade de um aeroporto?

Em 1920, João Corrêa trazia uma ferrovia para Canela e Gramado

Precisamos de mais praças e parques para moradores, para que haja mais possibilidade de lazer com menos aglomerações possíveis, o transporte público pode ser repensado. O meio-ambiente é importante e podemos viver entre ele e não por cima dele. Notícias devem ser verificadas, bicicletas são possibilidades, lazer é investimento, solidariedade deve ser rotina, a vida é curta e não, não devemos ignorar os clichês.

Vamos superar, e vamos precisar nascer de novo, como região, como seres-humanos. Para que assim tenhamos a capacidade de escrever uma nova década de vinte fascinante, para que em 2120, alguém tenha em mente a nossa vivencia como fantástica, e acima de tudo como superadora.

Bem vindos aos novos anos 20, a construção depende de nós. Começamos!



Graduado em comunicação e técnico em Turismo e Eventos. Produtor, social media e marketing político.
@jaisonoremonti
[email protected]m

Estreia Jardel Hay: Gourmet Hunters

Olá futuros Hunters,

Sou Jardel Hay, essa é minha primeira coluna e pra começar vou contar pra vocês um pouco do que eu faço e a ideia por trás da “Gourmet Hunters”.

Primeiramente o nome é baseado na atual profissão de food hunter, que significa “caçador de comida” ao pé da letra, porém o que esse profissional da gastronomia faz é avaliar restaurantes e tendências para ajudar o negócio, elaborando estratégias de marketing e trazendo os cardápios para o século 21.

Explicado o termo a nossa coluna irá fazer exatamente isso, teremos avaliações de restaurantes, tendências, receitas e muito mais de forma divertida e moderna.

Agora que vocês sabem a ideia da nossa coluna, vamos as apresentações. Como eu disse sou Jardel Hay, conhecido atualmente como Chef Del Hay. Sou formado há 9 anos pela FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) em São Paulo, onde na época era a única universidade de Gastronomia que continha o curso de Gastronomia Molecular, uma das minhas paixões como nerd (podem rir).

Enquanto estudava fiz Estagio com o Chef Arthur Sauer no antigo “Roux Bistrot” de cozinha francesa. O Chef foi o meu mentor na realidade e fez com que eu realmente despertasse para a alta Gastronomia. A nível de curiosidade o Chef Arthur Sauer ganhou a primeira temporada do programa “Cozinha sob pressão”. Iremos falar muito sobre isso aqui também.

Depois dessa fase me formei e fui trabalhar em uma rede de cozinha saudável Argentina, em paralelo fazia personal chef em São Paulo e escrevia meu livro “Cozinhando para Zumbis”, que fala de forma simples e divertida como aproveitar cem porcento dos alimentos, usando é claro os zumbis. Isso é outra coisa que trarei para vocês.

Me mudei para Gramado RS, onde trabalhei em uma trattoria bem reconhecida da cidade. Em seguida voltei para minha paixão que são os eventos, onde tenho sob a minha tutela o projeto “Chef Recebe” e alguns outros projetos sociais também.

Isso é um pouco sobre mim e sobre o que falaremos toda semana hunters.

Espero vocês aqui novamente semana que vem para mais uma caçada onde vou escrever um pouco sobre a febre dos realities shows de Gastronomia e como isso mudou a forma do Mundo ver a “comida”.


Formado em Gastronomia pela FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) em São Paulo

Estreia Simone Prestes: alimentos para evitar e tratar a Covid-19?

Olá queridos, meu nome é Simone Prestes, sou nutricionista,  formada pela Universidade de Caxias do Sul e pós-graduando em Nutrição Clínica pela Unisinos.

A partir de hoje faço parte do time Acontece Gramado e estarei semanalmente com vocês através de uma coluna voltada à Nutrição e Saúde.

Sejam todos muito bem vindos e fiquem à vontade para enviar dúvidas e sugestões. Nessa primeira coluna quero falar sobre um assunto que vem movimentando as redes sociais e gerando discussão e teorias mirabolantes: os famosos alimentos para evitar e tratar a Covid-19.

Desculpe se vou frustrá-los, mas esses alimentos milagrosos ou nutrientes específicos não existem! Estudos têm mostrado que nosso organismo responde ao novo coronavírus através do sistema imunológico e isso define o grau de gravidade ou o tempo de recuperação do indivíduo infectado.

Sendo assim, o indicado é que trabalhemos no fortalecimento do sistema imune e, para isso, cuidar da alimentação é essencial, ou seja, não podemos elencar um único alimento ou uma vitamina específica para inclusão em uma dieta. Nosso corpo necessita de um consumo alimentar balanceado como um todo, invista em alimentos fontes de todos os nutrientes e da ingestão diária de frutas, verduras e legumes.

Esse consumo alimentar consciente aliado a horas regulares de sono, redução do estresse e prática diária de exercícios trará resultados benéficos a curto e longo prazo. Vamos tentar juntos?


Por Simone Prestes
Nutricionista,  formada pela Universidade de Caxias do Sul e pós-graduando em Nutrição Clínica pela Unisinos

Estreia Karen Dinnebier: Muito prazer!

Para esta primeira coluna eu pensei em me apresentar e te dizer o motivo pelo qual eu aceitei estar aqui, quem sabe a gente ainda possa trocar muitas ideias.

Já adianto que, embora seja uma pessoa de convicções próprias, não me considero dona de nenhuma verdade absoluta e a minha pretensão é trazer um assunto para refletir. Sem verdades consumadas, apenas algo que pode te intrigar como intriga a mim.

Talvez alguns consigam identificar uma linha dos temas que pretendo abordar, mas não se prenda a mim e sim ao assunto. E não tem problemas se a gente discordar, discordar é bom porque quando alguém discorda de mim eu preciso pensar sobre o que eu falei e sobre o que eu ouvi e refletir para te responder. E a resposta pode ser: “É, você tem razão.” Ou eu posso continuar discordando, mas vou ter a oportunidade de melhorar meu argumento e também aprimorar minha capacidade de diálogo.

Diálogo. Que coisinha que anda fazendo falta…

Quando digo que tenho as minhas convicções é porque alguns assuntos eu busquei entender. De algumas coisas eu tenho certa compreensão, mas não de tudo. Aliás, da grande maioria das coisas eu ignoro e se não conseguir dialogar com quem sabe, talvez nunca tenha a oportunidade de entender. Mas afinal, quem lê tanta notícia para ter opinião formada sobre tudo!!

Karnal (Leandro Karnal, historiador, eu gosto, se você não gosta tudo bem!) falou que depois da expressão “lacrou” o diálogo ficou muito mais difícil. Avaliando pelos tais diálogos das redes sociais a gente tem uma ideia ao que ele se refere.

Fiz um curso para aprimorar minhas apresentações e uma das aulas falava especificamente sobre fontes e a informação mais importante era sobre a importância na escolha da fonte porque ela é que continha a voz.

Veja bem, já não é mais a pontuação que é a peça mais importante para comunicar o tom da voz e sim o layout da fonte. Sendo assim, as repostas em CAPS LOCK nunca é uma para uma fala fofa. Mas mesmo com a mesma fonte utilizada por todos nas redes sociais, porque sempre percebemos o tom de agressividade, mesmo que nela não existam layouts diferentes para dar o tom (CULPADA, eu já respondi brava por uma postagem que não tinha a menor intenção de brigar… talvez o hábito¿¿¿¿).

E aí vamos para uma palavra da moda que é a tal da EMPATIA. Percebo que neste universo, as falas, as discussões são carregadas de total falta dela. Tá, de conhecimento também, mas se você observar melhor as camadas dos posts vai verificar que falta de empatia por todos os lados.

Vou te explicar melhor. Quando alguém faz uma publicação reclamando e xingando todos os antepassados de quem ela julga ser o culpado, ou quando alguém faz uma crítica destrutiva ( a absurda maioria, pode me julgar), quem lê imediatamente se ofende e muitas vezes responde num tom tão ou mais agressivo. Aí uma coisa leva a outra, e está feita a divisão dos prós e contras a publicação. Sem chance de diálogo.

Redes Sociais Antigamente:
– Eu gosto de maçãs.
– Legal, eu gosto de pêras.
– Que bom.

Redes Sociais hoje:
– Eu gosto de maçãs.
– Algum preconceito contra as pêras¿
– Não, eu só prefiro maçãs.
– Então você odeia as pêras¿
– Eu nunca disse isso.
– Maldito odiador de pêras.
– Eu não odeio pêras!
– Odeia sim, você me dá nojo.

Vamos combinar que as redes sociais transformaram-se em uma latrina de sentimentos. Sem critérios, despeja ali sem dó ou piedade.

Dá para ver se a pessoa levou um fora, se está com novo amor, se emagreceu, engordou, enfim, se está “de boas” ou “de caras”, como dizem as milleniuns que habitam ao meu redor. Tudo ali explícito para quem tiver o mínimo de empatia e se você conseguir ser empático vai observar também que estamos num tempo em que a carência e a intolerância andam escancaradas.

EMPATIA podia virar tendência. Tenho um preconceito com esta expressão “tendência”, mas isso é tem para outra coluna. Considero tendência como não só aquilo que o mercado de moda te coloca como opção de consumo, mas como algo que de fato você consuma.

Muito prazer, me chamo Karen, sou só um ser humano tentando dar certo neste mundinho e gostaria de trocar ideias com você. Se isso não for um começo, semana que vem eu tento novamente. 


Por Karen Dinnebier
“Comecei a trabalhar aos 14 anos porque queria ser independente. Entrei na faculdade de Comércio Exterior, depois mudei para administração, mas pelo 5º semestre abandonei. Fiz Moda na Perestroika e atualmente curso Sociologia. Tenho apreciações diversas, interesso-me por assuntos variados e parei de tentar encaixar-me e passei a aceitar que sou assim, fora do padrão e movida pela paixão.”
Contato: [email protected]

Estreia João Victor Coutinho: Por que precisamos falar sobre ser LGBTQI+

Estava eu, em um churrasco de domingo – super clichê – quando escuto o comentário: “tudo bem ser gay, lutar pelos direitos, tudo, só não entendo a necessidade de ficar se expondo”. Obviamente, quem me conhece sabe, comecei uma discussão para explicar o porquê.

No entanto, tal comentário me fez refletir. Sim, é fato notório e sabido que a população LGBTQI+ tem conquistado diversos direitos nos últimos anos como a troca de nome sem a necessidade de laudo médico, o reconhecimento de família homoafetiva e, mais recentemente, o enquadramento da homo-transfobia enquanto crime. Essas conquistas, em que sua importância e relevância, passam uma falsa sensação de avanço.

Por que falsa? Porque ao mesmo tempo que se vê o crescimento de políticas voltadas à comunidade LGBTQI+, cresce igualmente a violência e os casos de preconceito, sendo o Brasil que mais mata LGBT’s no mundo, uma morte a cada 23 horas. A expectativa de vida de uma mulher trans no Brasil, segundo dados de um estudo do Hospital de Clinicas de São Paulo, é de 35 anos.

Atualmente no mundo tem 72 países em que a homossexualidade é criminalizada, sendo que em 13 deles há pena de morte para a pratica. Em uma conta rápida, considerando os 193 países reconhecidos pela Organização da Nações Unidas (ONU), em 37% dos países, homossexuais não só não são bem-vindos, como são considerados criminosos.

É por todos esses dados que é tão importante para as pessoas LGBTQI+ se posicionarem enquanto indivíduos e integrantes dessa comunidade. Mais que um ato de resistência, é um de existência. Muito já foi conquistado, mas ainda há muita luta pela frente, e não é sendo fora do meio que será mudado alguma coisa.

Se temos o pouco que temos, foi porque muita gente deu a cara a tapa e levantou a bandeira, aguentou a opressão do Estado e da sociedade. Quem cala, ou é calado como em muitos países, vive a mercê do querer dos outros. Por isso eu me exponho, por isso eu digo sou gay e com muito orgulho. Jamais deixarei arrancarem meus direitos, os quais foram conquistados com tanta luta. Acho que sim respondo bem, tai a necessidade de ficar “se expondo”.


Jovem estudante de direito, canceriano e idealizador do projeto Orientando
@jvcostacoutinho

Espere um momento!

Assine nossa Newsletter e fique por dentro de tudo que Acontece

Não se preocupe, você será notificado apenas quando houver conteúdos novos em nosso site.

Espere um momento!

Assine nossa Newsletter e fique por dentro de tudo que Acontece

Não se preocupe, você será notificado apenas quando houver conteúdos novos em nosso site.